Fator previdenciário
A questão da mudança do fator previdenciário (dispositivo legal, criado para diminuir o valor da aposentadoria para quem requerê-la precocemente, embora tenha o tempo e as contribuições necessárias) se arrasta há anos. Recentemente, por manobras políticas, deixou de ir a plenário para votação mais uma vez. Se tivesse ido e aprovada, seria vetada outra vez, conforme anunciado. O que isso significa? Que o governo não irá na contramão do restante do mundo, quando todos estão apertando o cerco às aposentadorias. Então, caros aposentandos percam as esperanças. O que mais deixou esses aposentandos indignados foi o fato do governo, no caso FHC, ter mudado as regras até para aqueles que estavam na iminência de requererem a aposentadoria. Foi um golpe baixo. Do jeito que as coisas se encaminham, com certeza, não haverá mudanças significativas que possam minimizar o mal causado injustamente pelo fator previdenciário. Por questão de bom senso e também de justiça, o governo poderia respeitar os direitos - morais - que cada um tinha até a data dessa famigerada lei (fator previdenciário). Isto é, aplica-se aos aposentandos as regras antigas até a data da mudança e as regras novas a partir daí. Não resolve, mas ao menos devolve-se o senso de respeitabilidade e de que as injustiças foram corrigidas.
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) - Londrina

Barbosa não 'pisou na bola'
Com todo o respeito e admiração que tenho pelas opiniões do professor Adalberto Brandalize publicadas nesta coluna, permita-me discordar de seu comentário sobre o presidente do STF, Joaquim Barbosa (Opinião, 28/12). O missivista foi precipitado e até injusto com Joaquim Barbosa. É natural que, pelo histórico malogro de justiça aos políticos corruptos, os brasileiros pretendam ver os condenados na prisão o quanto antes. Todavia, é preciso seguir o rito constitucional permitido a eles. Essa fase de recursos e embargos é legal, faz parte dos nossos direitos democráticos, apesar de que quando a sua análise é protelada nos transmite uma sensação de impunidade. O seu atropelamento poderia ensejar brechas aos advogados defensores para impetrarem, com sucesso, habeas corpus tirando da prisão os seus clientes. Seria pior, pois daria a falsa impressão de que os condenados estavam sendo injustiçados. Concordo que existe um movimento do ''politburo'' petista para tentar livrar os seus filiados corruptos da prisão, mesmo que moralmente essa caterva esteja caindo de podre. Pelo visto, essa pressão não atinge o presidente do STF, que tem demonstrado a soberania dos justos, o equilíbrio dos sensatos e a firmeza dos honestos nas suas atitudes e decisões. Estou confiante e tenho certeza de que quem duvidar das prisões dos condenados vai ''cair do cavalo''. E tem mais: o deputado Natan Donadon (PMDB-RO), cuja condenação estava ''esquecida'', também deverá ser preso. Outro processo que deve voltar a ser apreciado e julgado será o do mensalão dos tucanos de Minas Gerais, o que, aliás, também não pode ficar impune. É muito otimismo? Pode ser. Contudo o ministro Joaquim Barbosa nos faz acreditar numa Justiça mais celere e eficiente.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina

Lei seca e abuso
É inadmissível uma pessoa embriagada provocar acidentes e mortes e ser solta após pagar fiança. Isso é tão repugnante quanto políticos corruptos que têm o chamado foro privilegiado.
WALTER LEMOS FILHO (consultor motivacional) - Florianópolis (SC)

Tudo igual
Como muitos inocentes e ingênuos esperavam, o mundo não acabou, nenhum político importante foi preso, o PIB também não cresceu, talvez encolheu em sua esperança ao ver que nada muda mesmo neste Brasil. 2013 vem aí com a certeza que nada muda, somente o calendário.
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul

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