OPINIÃO DO LEITOR
Sentido do Natal
Mas afinal, quando é o Natal? Estamos falando de nascimento, manifestação do mistério da Encarnação. Tal fato em nossa história deve nos levar a uma reflexão do verdadeiro sentido do Natal. O que damos maior valor: ao Papai- Noel e presentes ou ao presépio? Natal é o acontecimento da ligação entre o céu e a terra através da encarnação de Jesus. Então, por que Jesus se encarnou e veio entre nós? A resposta é simples, para nos mostrar como devemos viver uns com os outros. Conclui-se que o Natal deve ser celebrado todos os dias. Sendo assim, a fome e a desigualdade devem ser banidas deste mundo, pois de outra forma, Jesus sempre será abortado por nós e fará do grito daqueles que pedem pão, emprego, justiça e fraternidade, o seu grito para a vida. Shekinah: Natal de paz, amor, fraternidade, justiça, dignidade e o pão repartido. Paz e bem. Que assim seja.
JUAREZ ARNALDO FERNANDES (consultor) - Londrina
Vamos fiscalizar
Muitos organismos da sociedade vêm cobrando transparência dos políticos em suas ações. Recentemente, a OAB protocolou junto à Presidência da República um pedido de esclarecimento sobre quais os critérios utilizados por aquele órgão para a nomeação de um novo ministro. Acho válido, pois acredito que havendo transparência minimizamos problemas de apadrinhamento e seus desdobramentos negativos. Quero sugerir à OAB sobre um pedido de transparência em um outro órgão de poder do Estado, o Judiciário. Todos sabemos que um delegado, um promotor ou um juiz precisam ser formados, logo de alguma forma fazem parte da OAB. Então, vamos divulgar o nome do condenado, o nome do delegado responsável pela avaliação do detento, o promotor que atuou no caso da liberação e o juiz que autoriza a soltura de presos condenados diariamente e que voltam no mesmo dia a amedrontar e roubar os cidadãos brasileiros. Se os poderes legalmente constituídos levaram o elemento à prisão como forma de proteger a sociedade de bem, quem são os responsáveis e quais a alegações dadas para tanta liberalidade? Sabemos que dentro do sistema carcerário, eles gozam de ampla liberdade fora dos manuais de procedimento, será que essas liberações não estão sendo coroadas por apadrinhamentos também?
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (produtor rural) - Londrina
CPIs
Em todas as comissões parlamentares de inquéritos (CPIs) instaladas nos últimos anos o resultado tem sido sempre igual: não se apura nada, montam um circo para a plateia, a dita oposição reage timidamente, interrogam testemunhas que sempre se calam, fazem pose para a mídia e no fim apresentam um relatório cheio de falhas indiciam pessoas que nada têm a ver com o assunto e livram escandalosamente seus pares, que apesar de provas contundentes, nem sequer são citados. Essas comissões são usadas somente para esconder e proteger corruptos, ladrões do bem público, principalmente, se fazem parte da tal base de apoio. No mais novo escândalo no reinado petista, provavelmente a peça mais importante, a sra. Rosemary Noronha, amiga do rei, já está sendo blindada por ministros, por parlamentares, pela própria presidente da República que parece ter adquirido a mesma virose do seu antecessor: não sabe de nada. Os defensores da não convocação dessa senhora afirmam não haver nada de relevante para ser investigado. O cinismo e a arrogância dessas pessoas demonstra a preocupação que têm com seus eleitores, julga-nos ignorantes e fáceis de sermos manobrados (com certa razão). Enquanto não aprendermos a distinguir o honrado do desonesto, o canalha do probo, o ladrão do honesto, continuaremos a ser dirigidos e manipulados por bandidos travestidos de políticos.
DARCY BRAZ GUEDES (mecânico) - Londrina
PEC 37
A tentativa de impedir o Ministério Público de investigar crimes é mais uma insensatez de iniciativa de algum corrupto, de colarinho branco, travestido de parlamentar, querendo salvaguardar suas vergonhosas atitudes e, consequentemente, aumentar o grau de impunidade. Atitude como esta só é vista em países que vivem na linha da miséria, em todos os sentidos: Indonésia, Quênia e Uganda, comandados por bandidos de farda e onde impera a lei da mordaça. A sociedade brasileira não pode e não deve permitir que essa PEC prospere.
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) - Londrina





