Lei só para o povo?
Os londrinenses acompanharam pelo noticiário que a prefeitura retomaria a administração do Bosque e que uma grande ação de limpeza foi implementada. Equipes foram deslocadas para aquele local e os vi retirando muita sujeira e, pasmo, acompanhei o corte de árvores caídas ao chão e a autorização da derrubada de outras condenadas pelo IAP. Em minha propriedade existem reservas de matas nativas que estão há mais de 50 anos com minha família. Temos perobas com mais de 100 anos e outras madeiras nativas e de grande porte. Várias vezes árvores são arrancadas com raízes devido às fortes chuvas com vento ou grandes galhos caem pelo chão. Não foram poucas as vezes que, legalmente, tentei retirar tais árvores do local para corte e aproveitamento da madeira ao mesmo tempo que liberava a área coberta pela árvore caída para o crescimento de novas espécies. Isso nunca me foi permitido: as árvores e os galhos caídos deveriam ficar onde estavam, pois sua retirada iria prejudicar a natureza. Parece que a natureza do Bosque é diferente da de minha propriedade ou de outros milhares de agricultores. Não quero acreditar que as leis que tenho que obedecer são diferentes das que o Estado ou município deva cumprir.
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (produtor rural) - Londrina

'Analogias impossíveis'
Concordo com a pertinente e oportuna abordagem do jornalista Luiz Geraldo Mazza sobre ''Analogias impossíveis'' (Política, 10/12). O senso crítico foi deixado de lado, quando se trata de escolha de gestores públicos. Cada vez mais vemos pessoas ocupando espaços estratégicos e importantes sem qualificação técnica ou intelectual à altura dos cargos e desafios que o momento exige. Parece, aliás, que competência é incompatível com o desejo de governantes cada vez mais afetos com a bajulação sistêmica e serviçal dos áulicos do entorno.
WALMIR DA SILVA MATOS (engenheiro civil) - Londrina

Racionamento de água
Estamos em período de racionamento d'água. Colaboro e acho importante, porém gostaria que fosse estendido para todos os habitantes de Londrina, sem exceção de condomínios fechados ou não. Tenho acompanhado esse método sendo aplicado somente à classe menos favorecida. Enquanto uns lavam suas calçadas e carros luxuosamente, outros perdem até dias de serviço por não terem como se higienizarem e nem como lavar seus uniformes para trabalhar. Li a reportagem feita no Residencial Vista Bela e observei como é fácil lançar a culpa nos vizinhos. Essa foi a resposta dada quando a reportagem questionou a Sanepar sobre a causa da falta d'água.
ALGIMIRO SANT'ANA (gestor público) - Londrina

Praça de esportes
É fundamental a construção da Praça de Esportes e Cultura, no Jardim Santa Rita 1, na zona oeste de Londrina. A reportagem ''Londrina pode perder recursos para praça da zona oeste'' (Cidades, 7/12) é oportuna porque mostra a preocupação dos moradores dos bairros que seriam contemplados com esta obra. Pelo seu alcance social, ela prevê beneficiar 22.492 famílias da região, mas corre-se o risco de perda da verba federal, aproximadamente R$ 2 milhões, por falta de assinatura da ordem de serviço que tem que ocorrer neste mês pelo prefeito Gerson Araújo. Esperamos e acreditamos que ele assinará o referido documento necessário.
RONALDO JUSTO (professor) -Londrina

Correção
- Diferentemente do informado na matéria ''Pesquisa aponta segurança e saúde como preocupações'' (Cidades, 13/12), o levantamento foi realizado em novembro deste ano.

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