Um primeiro passo
E que passo corajoso deu mais uma vez a nossa Folha de Londrina ao abordar com clareza o grave problema do alcoolismo na reportagem ''Consumo de cerveja entre jovens é negligenciado'' (Reportagem, 9/11). A repórter Marian Trigueiros trata do assunto da forma correta. Todos sabem que a porta de entrada de todos os vícios é a cerveja. E a propaganda enganosa veiculada todos os dias mostrando a cerveja como um produto glamouroso precisa acabar. As bebidas alcoólicas, cervejinha à frente, constituem drogas lícitas, mas viciam quem as consomem, causam danos terríveis à saúde com doenças irreversíveis (cirrose hepática), prejudicam o raciocínio e fazem com que seus consumidores provoquem acidentes. Os mais humildes gastam seu dinherinho ganho com suor deixando de comprar o necessário. Enfim, não têm nada de bom como a propaganda faz os incautos crer. Espero que pais, mães, autoridades responsáveis, professores e a sociedade consciente tenham lido com atenção a reportagem e tomem uma posição firme para acabar com essa propaganda do ''beba com moderação'' , se for dirigir não beba'' e quetais. Isso soa muito mais como convite para experimentar ''socialmente'' bebida alcoólica. Seria necessária também uma pressão em cima de famosos como Zeca Pagodinho ou Ivete Sangalo para que não incentivassem o consumo dessa droga lícita e altamente destrutiva. Só quem tem bebedores e alcoólatras na família sabem o mal dessa desgraça. Parabéns à FOLHA e à reporter, mas que não parem por aí. O primeiro passo já foi dado, mas é preciso muito mais porque a indústria do vício é a mais poderosa do mundo. Cada viciado, em maior ou menor dose, é um consumidor cativo, todos sabem!
EDGAR BAER (advogado - Londrina

Dora Kramer
Mais uma vez, o texto da jornalista Dora Kramer tem o que nós leitores já nos acostumamos encontrar: riqueza ímpar de dados, profunda análise do tema abordado e a personalidade de quem o escreve. Na coluna ''A primeira vítima'' (Política, 11/12) que fala sobre no que se transformou o PT, a jornalista consegue ser firme sem ser tendenciosa, contundente sem deixar a polidez.
ROGÉRIO SANADA DE FREITAS (médico) - Londrina

Antes vivo
Tenho ouvido de muitas pessoas que gostariam que o ministro Joaquim Barbosa fosse o nosso presidente da República. Seria uma dádiva a todos os brasileiros, exceto aos ladrões do erário e àqueles que vivem à margem da lei. Mas cabe uma meditação nesse caso: se como ministro do STF ele já vem sofrendo ameaças, imaginemos, então, se o colocássemos como presidente! Não lhe restaria a menor partícula, nem mesmo para um exame de DNA.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

Engodo
Finalmente, o julgamento do famigerado e vergonhoso mensalão chegou ao fim com os resultados que contemplaram a expectativa do povo brasileiro. Isso graças ao desprendimento, ao idealismo, à seriedade e independência do Poder Judiciário, com louvor ao ministro e presidente do STF, Joaquim Barbosa, e àqueles que o acompanharam em suas decisões. Só lamentamos que o ''chefão'' de todos aqueles escândalos não tenha sido incluído no rol dos indiciados. É que ele nunca ''sabia de nada''. É muita desfaçatez! Agora, na mais eloquente imitação do seu chefão, sua ''aluna'' também está criando o seu ''mensalinho'' e o ''Zé Dirceuzinho'' chama-se Rosemery e cia. Enquanto a maioria do povo brasileiro não despertar do estado de sonolência, essa gente continuará no poder.
RUBENS VASCONCELOS CALIXTO (serventuário da Justiça) - Fênix

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