OPINIÃO DO LEITOR
Londrina purifica sua história
Londrina nos seus 78 anos faz jus a sua história. Analisando tudo o que se passou dentro deste vasto tempo e espaço, aqui aconteceram muitas coisas boas e que surtiram bons efeitos. Alguns fatos não ajudaram muito, mas tinham que acontecer. Foi uma forma de aprendermos como não devemos agir. Na área política Londrina tem uma história diferente de outras cidades. Por aqui passaram vários administradores, uns mais audaciosos e outros mais cautelosos, cada um com suas características e importância. Seu povo é muito exigente e crítico, pois é uma cidade que tem muita influência nas decisões políticas do Estado e até do País. Berço de grandes homens, Londrina nunca deixa de estar em evidência, ora positiva, ora negativa, mas sempre comentada. Daqui saíram muitas coisas que até hoje estão na história. Em 2012 mais uma conquista de seu povo. Dando a entender que é um povo diferente, colocou nas mãos de um jovem a responsabilidade de sua administração. Com muito orgulho e de olhos bem abertos, mas de coração amansado e confiante neste jovem. Londrina está de parabéns pela sua gente corajosa, confiante e exigente. Temos que agradecer a Deus por ter-nos enviado um homem com características diferentes, pois é nesta diferença que o povo confiou.
SEBASTIÃO CALMEZINI (comerciante) - Londrina
Servidores públicos
Gostaria de felicitar o leitor Antonio Felício Scoparo (Opinião, 4/12) pela sua posição em relação ao grande número de atestados médicos apresentados por funcionários e professores das escolas públicas. Alguns são extremamente pontuais, não com relação ao cumprimento do horário de trabalho, mas na apresentação de três atestados no mês, visto que não se exige a perícia médica nesses casos e muito menos a reposição dos dias faltados. E depois vem a hipocrisia das autoridades educacionais, mostrando-se preocupadas com os baixos índices do Ideb e de outros mecanismos que avaliam a qualidade do ensino público. Faço minhas as palavras soletradas de Boris Casoy: ''Is-so é u-ma ver-go-nha!''.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé
Funcionalismo
Achei pontual e de grande alerta à população a opinião do sr. Valter Orsi no artigo ''Servidor público, agora é a sua vez'' (Espaço Aberto, 28/11). Após refletir sobre o assunto, esperei que a reação viria primeiramente da área da saúde, onde a FOLHA já noticiou que existem o maior número de funcionários afastados, mas para minha surpresa é na área da Educação que veio um quase ''mea culpa'' a respeito do assunto afastamento. O que chega a surpreender é que as doenças numeradas para o funcionalismo são ''meio'' diferentes da iniciativa privada. No funcionalismo vem o estresse, a depressão e a síndrome do pânico; na área privada vem a gripe, as viroses e as infecções bacterianas. Realmente, a motivação de atestados entre o público e privado é bem diferente chegando ao ponto da comicidade para não falar outra bobagem e ofender os dedicados e motivados funcionários que não usam destes artifícios sem que sejam realmente necessários.
SAULO OLIVEIRA (agricultor) - Londrina
Mensalão
Parabenizo a FOLHA pelo espaço para os leitores expressarem suas opiniões. Tenho lido muitos comentários a respeito do julgamento do mensalão. Quem participa de esquema de desvio de dinheiro público deve ser punido, independente de partido a que pertença. No entanto, gostaria de deixar alguns questionamentos: por que a compra de votos na reeleição de FHC, que custou R$ 200 mil por voto, sendo o maior escândalo de compra de votos no Congresso, fato comprovado na época não foi parar no STF? Por que o mensalão do PSDB mineiro está parado há sete anos no STF? Por que o processo do ex-senador Demóstenes não é comentado e não anda? Gostaria de lembrar que o com voto de Joaquim Barbosa o STF proibiu algemar burguês, enquanto pobres e negros são algemados todos os dias.
PAULO ROBERTO SANITÁ (agricultor) - Tamboara
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