OPINIÃO DO LEITOR
Grandes mestres
Um era praticamente semideus do jazz. O outro, um às da prancheta. Em pouco espaço de horas, perdemos o músico Dave Brubeck e o arquiteto Oscar Niemeyer, ambos internacionais. Schoppenhauer, em uma inspirada definição filosófica sobre o que era a arquitetura, brindou-nos afirmando que ''era música congelada''. Dois grandes mestres inspiradores que se vão, deixando para nós as suas obras imortais. Descansem, pois já nos deixaram um mundo bem mais interessante.
CHRISTIAN STEAGALL-CONDÉ (arquiteto) - Londrina
Pedra da vez
O artigo ''Servidor municipal, agora é a sua vez!'', do sr. Valter Orsi (Espaço Aberto, 28/11), reforça ainda mais a responsabilidade do servidor público sobre suas atividades e responsabilidades diante da administração municipal. Ao longo dos anos muito pouco se aproveitou do conhecimento prático e teórico que o servidor público adquiriu durante anos de estudos e no desenvolvimento das suas atividades diárias. É utópico falar sobre a competência do servidor, temos casos de últimas gestões desenvolvidas em diversos órgãos municipais por eles. O servidor público tem como preço da sua má gestão ou de participação em atos de corrupção o seu próprio emprego, diferentemente dos nomeados ''técnicos políticos'', que simplesmente são exonerados e retornam às suas atividades na iniciativa privada ou mesmo como políticos de ''carteirinha''. O servidor público merece esse crédito, em diversas entrevistas o prefeito eleito Alexandre Kireeff fala sobre o aproveitamento do servidor. Temos certeza que é possível sim uma administração técnica, eficiente e comprometida com o desenvolvimento da nossa cidade. Londrina merece.
WILHIANS PEREIRA CARDOSO (servidor público) - Londrina
Temos esperança
Sim, temos esperança que o prefeito eleito Alexandre Kireeff faça uso da independência política que a maioria dos eleitores de Londrina lhe conferiu e não se deixe enganar pelas raposas políticas ainda encrustadas em vários setores. É o caso de grande parte dos vereadores reeleitos e alguns eleitos que sempre fizeram parte ativa dos acontecimentos funestos pelos quais a cidade passou nos últimos tempos. Tem razão o leitor Saulo Oliveira (Opinião, 3/12) quando recomenda muita cautela porque o belinatismo e o barbosismo não acabaram. E, lembremos: o candidato derrotado no segundo turno foi imposto pelo governador para ser cabeça de chapa. Muitos antigos correligionários do partido a que pertenceu o dr. Wilson Moreira não queriam isso. Mas foram obrigados a aceitar. Mas o fato é que nessa coligação a grande maioria dos vereadores eleitos sempre foi belinatista. Há dois, inclusive, que estão condenados em primeira instância. Esse pessoal (e outras raposas políticas) vai pressionar para continuar com os privilégios que sempre gozaram.
EDGAR BAER (advogado) - Londrina
Qualidade ou quantidade?
Ouvi em uma rádio um debate a respeito da mudança grade curricular proposta pela Secretaria da Educação para as escolas públicas do ensino médio e fundamental. Bastaria um pouco de bom senso e tudo se resolveria. De um lado, a imposição em realizar as aulas de Língua Portuguesa e Matemática cinco vezes por semana, a qual eliminaria ou diminuiriam as aulas de História, Geografia, Sociologia, etc. Por um outro lado, há quem defenda manter as mesmas aulas, porém, com um pouco mais de qualidade. O que seria melhor: a quantidade ou a qualidade?
ALGIMIRO SANT'ANA (gestor público) - Londrina
Julgamento do mensalão
Inconformados, os réus do mensalão vem a público com o beneplácito do seu partido tentar angariar a opinião pública a seu favor. Só que a discussão ganha aspecto de poder: Executivo contra Judiciário. Em se tratando de Justiça, não vejo os segmentos sociais organizados se manifestarem, sobretudo, a OAB. Se os ministros do STF estão certos na aplicação da Lei, acho que deveriam receber o apoio da sociedade.
ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina





