Jesus, o publicitário
  No meio musical gospel, cantores como Ludmila Ferber, Andre Valadão, Aline Barros, Irmãos Lazaro, Nani Azevedo entre outros tantos que gravam músicas e fazem shows que, na verdade, são uma recitação quase na íntegra de capítulos e versículos inteiros da Bíblia. Em geral, o que mais se usam são as partes proféticas do Antigo Testamento (AC) antes da graça e Salmos (DC) após a graça. Estes produtos estão nas lojas para serem comprados pelo público-alvo: os cristãos. Na contracapa dos CDs é possível ver o nome do compositor, ou seja, o mesmo que está cantando. Existem raras exceções de compositores que não copiam da bíblia, e sim a ideia central que ela dá sobre determinado assunto. Infelizmente, estes famosos cantores esqueceram-se do que Jesus disse sobre direitos autorais. Mesmo sabendo ser uma utopia a tentativa de devolver a Jesus o que é dele, mesmo assim é algo de difícil entendimento uma vez que Jesus inspirou homens dele a escrever contos, salmos, provérbios, cantos, hinos, entre tudo de mais belo existente nas escrituras sagradas, logo Ele é o único criador e compositor de tudo que ouvimos e lemos inerente à Bíblia. A um bom entendedor, se alguém copia na íntegra capítulos das escrituras sagradas, coloca uma melodia e vende, não seria justo colocar na contracapa dos CDs o nome do compositor?
ANTONIO APARECIDO DA SILVA (publicitário) - Londrina

Precisa-se urgentemente de:
  Um médico, não clínico geral, mas ‘‘especialista’’ em todas as áreas para curar algumas células cancerosas detectadas no seio de nossa sociedade, em especial no meio político, nas repartições públicas, nos lares, no comércio, indústria, até mesmo em algumas igrejas. Essas células possuem denominações, como: intolerância, preconceito, indiferença, impunidade, etc. Enquanto uns fazem suas ceias com mesas fartas, outros morrem de fome; cachorrinhos de madames frequentam spa, com plano de saúde, etc., e crianças morrem em filas de hospitais públicos. Precisa-se ainda de um psiquiatra que consiga eliminar a insensatez, a ganância e a impunidade no meio político. É só o que se precisa, para uma sociedade mais justa e mais cristã.
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) - Londrina

Horário de verão
  Tenho acordado com uma sensação estranha de que está faltando alguma coisa. Olho para meu relógio de parede, que não me convence do que estou vendo (com tanto sono quase não enxergo mesmo). Meu outro relógio, chamado de biológico (ritmo particular de cada indivíduo), discute internamente com as demais partes do corpo, especialmente o intestino, que ainda não está convencido da brusca mudança e, às vezes, prefere não se manifestar sobre o assunto. Faço uma ‘‘oração’’ especial pelo inventor desta mudança anual enquanto reflito sobre o assunto. Recordo que os espanhóis adotaram a sesta ou ‘‘la siesta’’, ou seja, aquele cochilo logo após o almoço. Nossas agências bancárias possuem um horário diferenciado. Creio que estas duas soluções vão de encontro ao bem-estar da população. Será que a economia de energia elétrica é mais importante que a saúde do povo? Não seria mais humano simplesmente alterar nosso horário comercial (das 9 às 19 horas)?
AMARILDO PASINI (engenheiro agrônomo) - Londrina

A Justiça enxerga
  Muito brandas as penas aplicadas ao núcleo político do mensalão. O mínimo que se esperava seria a equivalência àquelas sentenciadas ao núcleo financeiro, pois ambos estão ligados ao mesmo cordão umbilical e, se não houvesse um, também não haveria o outro. Dado aos infinitos engodos jurídicos, dos quais muito bem se utilizam os advogados, pouca esperança nos resta de ver alguém indo para a prisão. Fica, uma vez mais, a nítida impressão de impunidade para com os crimes do colarinho branco. Se roubar uma galinha dá cadeia, roubar milhões e milhões de dinheiro do povo mereceria, no mínimo, uma pena maior ou, então, que seja suprimido o artigo 5º da Constituição Federal e passe a seguinte redação: ‘‘Nem todos são iguais perante a lei’’.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

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