Não querem acabar com a mesmice
  De acordo com reportagem ‘‘Crise política prorroga mandatos de diretores’’ (Política, 23/11), da jornalista Loriane Comeli, o Executivo prorrogou o mandato dos diretores das escolas municipais e da secretária de Educação para mais um ano sob o pretexto de crise política. É a escancarada mesmice corporativista que pode provocar ausência de progresso e inalterabilidade administrativa na rede municipal. Dirigentes temporários desdenham os eleitores e se julgam semideuses e sacramentam as vontades partidárias. Se isso acontecer, significará um cala boca nas intenções de Alexandre Kireeff. Prefeito, isto é justo? Conservar aquilo que está é mesmice e continuísmo, provocando tristeza à cidadania, democracia e o estado de direito. Não pode prevalecer a força de um partido político. Renovação é o que o povo quer visando mudar para melhor. Tem tantos professores capacitados em Londrina dentro das salas de aulas, faça novas escolhas de diretores e secretário de Educação. Londrina quer atenção especial à educação de seus filhos e não o que se vê agora.
OSVALDO CARDOSO RIBEIRO (professor) - Londrina

Região esquecida
  Moro em Londrina há 40 anos e sempre tivemos o argumento de que imóveis situados abaixo da antiga linha do trem eram menos valorizados. Há quase 30 anos que já não temos mais o trem cortando o centro da cidade, mas os bairros situados naquela área estão esquecidos. Por isso, peço uma atenção especial a todos da sociedade e de nossos administradores a essa região que é um grande polo comercial e de moradia. A revitalização e preservação de ruas como a Araguaia, Guaporé e Bahia é fundamental e urgente.
LUCAS CALVI (consultor negócios) - Londrina

Atenção às mães e bebês
  Quero parabenizar os empresários de Maringá que sabem agradar as pessoas. Li recentemente que naquela cidade existe o ‘‘CineMaterna’’, uma oportunidade para mães e bebês até 18 meses curtirem juntos sessões de cinema. Ao mesmo tempo em que se divertem, trocam experiências e informações. Legal, infelizmente, em Londrina não há iniciativas como esta e nem vontade de agradar os clientes. O importante é chegar, pagar, assistir e se possível ir embora o mais rápido possível para que outras pessoas possam dar continuidade ao ciclo dos lucros silenciosos. Vamos acordar Londrina e, se possível, adotar iniciativas boas e colocá-las para funcionar em nossa querida cidade.
SANDRA MARGARETE DA SILVA (professora) - Londrina

‘Coitadinhos nas cadeias’
  Gostaria de parabenizar médico e professor Paulo André Chenso pelo seu artigo ‘‘Sofrimento dos ‘coitadinhos na cadeia’’’ (Espaço Aberto, 21/11). Compactuo com seu raciocínio. Esses criminosos só servem para nos trazer a desgraça e se acham no direito de exigirem cadeias confortáveis? Cada preso custa ao Estado aproximadamente R$ 2,5 mil por mês, já os alunos das escolas públicas recebem ‘‘investimentos’’ de R$ 100. Se invertessem os valores, certamente teríamos o melhor ensino público do planeta. Os tais ‘‘defensores dos direitos humanos’’ nunca aparecem sequer para levar uma palavra de consolo às famílias que perdem seus entes queridos nas mãos dos bandidos. Basta ver em São Paulo onde quase cem policiais foram mortos por marginais nos últimos meses. Alguém viu ou ouviu algum pronunciamento dos direitos humanos?
ROBERTO ALMEIDA LEITE (representante comercial) - Londrina

Posse no STF
  O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, mencionou durante sua posse a necessidade da independência das carreiras típicas de Estado. É preciso que os membros dessas carreiras tenham tratamentos próprios e institucionais, sem ingerência política. É o caso do juiz, mas eu diria que outras carreiras também, como a de auditores fiscais, para que se faça cumprir as leis. Em outras palavras, é preciso definir legalmente salários condizentes e reajustes anuais, independente do partido político que estiver no comando. Para mim, é isso que o ministro quis dizer.
ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina

Correções
- Diferentemente do publicado na matéria ‘‘Centro é inaugurado, mas ficará fechado’’ (Cidades, 24/11), o CEI comporta, no máximo, 200 crianças em idade pré-escolar ou 80 crianças de 0 a 5 anos de idade.
- Ao contrário do informado no texto da chamada de capa da FOLHA
‘‘Construção mantém ritmo acelerado em Londrina’’ (edição de 23/11), o período da pesquisa do Sinduscon abrange 2001 a setembro deste ano.

- As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]

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