Povo triste
Toda vez que leio esta parte interessante do jornal (Opinião do Leitor) sinto tristeza pelos depoimentos de outros leitores, mas continuo lendo com a esperança de que tudo possa melhorar. O povo não tem mais para quem pedir socorro. Tenho percebido que nem televisão contenta mais o nosso intelecto, pois só traz notícias e programas deprimentes. Infelizmente, não temos a quem recorrer, como diz a música: ''Uma andorinha só não faz verão''. Se todas andorinhas pelo menos da nossa cidade se unissem, seria exemplo para outras cidades, e assim começaria a mudança. Não é sentimentalismo, é necessidade de viver em um mundo melhor, uma cidade melhor. Por onde ando só vejo criminalidade, corrupção, desunião, fome, falta de educação, desrespeito, insegurança, vandalismo, egoísmo, violência, injustiça, precariedade na área da saúde. Problemas sem solução. O que será do futuro dos nossos filhos e netos, já que aqueles que se importam são a minoria? Será que um dia tudo poderá mudar? Infelizmente, talvez não verei isso.
ANELCI PEREIRA (professora) - Londrina

Criminalidade
Eis a solução para diminuir a criminalidade em torno de 90% no Brasil: construir o ''drogódromo''. Lá, o Estado forneceria os entorpecentes ao dependente. Assim não haveria mais necessidade de fazer assaltos para comprar drogas e se eliminaria a figura do traficante. Conjuntamente se ofereceria tratamento aos doentes que desejarem sair desse mundo. As outras medidas já pensadas e tentadas não passam de utopia que nunca serão obtidas na prática, principalmente, num país com carência em educação, saúde, etc. O resto não passa de balela de políticos quando dizem que vão criar oportunidades com acesso a toda população como: acabar com a seca do Nordeste, criar empregos, escolas, médico da família e blablablá.
EDER DEL PICCOLO SANTINI (comerciante) - Londrina

Fator Previdenciário
Com relação aos comentários do sr. Helemilton Dias de Oliveira (Opinião do Leitor, 22/11), realmente o Fator Previdenciário foi instituído no governo FHC, mas é de salientar que Lula não moveu uma palha sequer para derrubar essa tabela de cálculo. Agora, para acobertar roubalheiras e maracutaias, até montes e cascatas foram removidas.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

Projeto de Niemeyer
Com relação ao artigo ''Recompor projetos de Niemeyer'' (Espaço Aberto, 22/11), apesar de toda admiração e respeito que tenho pelo consagrado arquiteto Oscar Niemeyer e também pelo respeito e consideração por esse ícone do jornalismo londrinense, Walmor Macarini, não posso concordar com a severa crítica feita a um dos melhores administradores que Londrina já teve: o saudoso dr. Wilson Moreira. Entendo que antes de executarmos obras faraônicas, temos o dever de preservar as obras existentes, o que não tem sido respeitado em nossa cidade. O projeto do Terminal Rodoviário era maravilhoso, entretanto, audacioso para as condições financeiras do município na época. A decisão de alteração pelo dr. Wilson Moreira teve a aceitação da grande maioria dos londrinenses, pois ele transformou um sonho em realidade: proporcionou condição mais digna para os ''passageiros'' e ainda teve como contrapartida investimentos em áreas prioritárias, como a saúde.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina

Correção
- Diferentemente do informado no texto-legenda ''Aliado'' na capa de ontem da FOLHA, o projeto do pesquisador da UTFPR Jorge Alberto Martins que depende de supercomputadores da USP apura as condições atmosféricas da região e não somente as meteorológicas.

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