Buracos e prejuízos
O Vale do Cambezinho já viu passar 5 prefeitos em 6 anos. Londrina já recebeu do governo do Estado duas remessas de numerário - R$ 872 mil na gestão Nedson e R$ 1,15 milhão na gestão Barbosa - para que fosse feito o recapeamento das ruas do bairro. O assunto já foi encaminhado para o Ministério Público. Todos que ocuparam a cadeira de prefeito, nesses 6 anos, preocupam-se apenas em recapear as grandes avenidas, as ruas do centro, que recebem camadas e mais camadas de asfalto. Emquanto isso, no bairro, com suas ruas deterioradas, começam a surgir sérios problemas nas casas, principalmente, as de esquina. Rachaduras são uma constante, gerando medo nas famílias - ninguém da prefeitura quer fazer uma avaliação. Até mesmo os alarmes de nossas casas são afetados pela trepidação dos ônibus e caminhões que passam pela rua e os fazem disparar. Será que vão esperar que algo pior aconteça? E se houver um desabamento, dirão que a culpa é do morador? Precisaremos chegar a este ponto?
NINA CARDOSO (psicóloga) - Londrina

Ainda o mensalão
Voltando ao tema e também ao rato fugidio, citamos, em analogia, o que disse o escritor Junius no prefácio de uma de suas famosas cartas, em 1772: ''Que o soberano desta terra não possa ser legalmente submetido aos tribunais é indubitável; mas esta isenção de toda a pena é um privilégio singular, inerente à pessoa do rei, e que não exclui a possibilidade de a merecer. Por quanto tempo, e até que ponto, as formas da Constituição podem escudar o rei, quando este lhe viola o espírito? O assunto merece consideração. Um erro nesta questão veio a ser fatal a Carlos I e seu filho''. Aquele ''senhor'' (o rato) agiu como se faz no gelo da Rússia, em que se atiravam servos aos lobos para dar tempo aos senhores de escaparem nos rápidos trenós.
JOSÉ OSCAR GOULART RAMOS (aposentado) - Londrina

Eleições municipais
Embora respeitando democraticamente os resultados das eleições municipais, caso fosse eleitor em Curitiba votaria em branco. O candidato derrotado apresentou-se com um apelido ambientalmente agressivo e o seu verdadeiro prenome é desconhecido pela maioria das pessoas. Já o eleito, partidariamente, é um infiel. Foi do PMDB, passou para o PSDB e elegeu-se pelo PDT e, pelo jeito, logo estará no PT. Enquanto deputado, revelou-se ferrenho adversário de Lula, mas durante a campanha eleitoral aliou-se ao PT. Pode? Em Londrina, não houve vencido e sim ''vencedores''. Os dois candidatos lutaram bravamente recebendo a consagração do eleitorado londrinense, uma vez que a diferença de votos foi ínfima, já que ambos se nivelam em qualidade, mérito e outros predicados. Já em Maringá, os dois candidatos possuem virtudes, valores e demais atributos que os credenciam para o exercício do cargo que disputaram. E, a exemplo de Londrina, não houve derrota e sim vitória. Entendo que ainda é muito cedo para se constatar que o índice de popularidade do governador Beto Richa esteja em acentuada queda e o seu projeto de reeleição esteja arranhado.
RUBENS VASCONCELOS CALIXTO (serventuário da Justiça) - Fênix

Correções
- Diferentemente do informado no serviço da matéria ''Encontro mensal visa pluraridade'' (Carro&Cia, 11/11), o Autoposto Central fica no cruzamento da Rua Pará com a Avenida JK.

- Ao contrário do publicado na reportagem ''Eleitos arrecadaram R$ 830 mil por uma cadeira na Câmara'' (Política, 13/11), a campanha da candidata à Prefeitura de Londrina Márcia Lopes (PT) não doou R$ 40 mil para a campanha da vereadora reeleita Lenir de Assis (PT), e sim o valor estimado de R$ 10.332,12 em material de campanha, além de R$ 1 mil em dinheiro.

- Diferentemente do publicado na matéria ''A diversidade cultural em foco'' (Folha2, 13/11), a lei 10.639, que prevê a inclusão do tema da diversidade no currículo escolar, é de 2003.

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