OPINIÃO DO LEITOR
Crime x Estado
Que saudade do delegado Pimpão, dizia meu avô. Aqui bandido não se criava. Tinha que atravessar o Tibagi a nado, pois se voltasse, morreria. O que está acontecendo no Rio, São Paulo, Florianópolis, Itapema é o reflexo da organização do crime, da impunidade e da corrupção. Bandidos com celular dentro dos presídios dando ordens de quem deve ou não ser morto. Tenho verdadeiro respeito e admiração pelas nossas polícias, mas necessitamos com extrema urgência parar de passar a mão na cabeça de bandido. Bons policiais, pais de família, sendo covardemente assassinados, até quando? Os criminosos estão humilhando todos os cidadãos de bem, inclusive todas as corporações. Lembram-se da tolerância zero em Nova York? É disso que estamos precisando: não tolerar mais as ações de criminosos. O Estado tem plenas condições de se impor e mostrar quem manda e a imprensa deve apoiar as ações e não somente criticar quando policiais erram. Quem não erra? E quando os filhos perdem seus pais, os bons cidadãos, aí os direitos humanos não se manifestam, pouco ou nada fazem. Agora quando morre (ou matam) um estelionatário, assassino, estuprador ou traficante, parece que mataram um coitadinho. Vamos parar de tratar bandido com tanto carinho. O sistema carcerário precisa mudar. Preso tem que trabalhar, produzir algo ou acham que com esse atual sistema, criminosos vão se recuperar e voltar como cidadãos de bem para a sociedade?
RICARDO ZANONI (propangadista) - Londrina
Excesso de feriados
Com todo o respeito e admiração que tenho pela raça negra, acho um despropósito paralisar as atividades produtivas do município para comemorar o Dia da Consciência Negra. As celebrações nesse sentido podem ser realizadas num domingo, sem prejuízo ao seu brilhantismo. Também nas escolas, durante toda uma semana, para incutir nas consciências das nossas crianças a repugnância ao odioso e inconcebível racismo. Mas deixar de produzir num mês que já possui dois feriados nacionais, sendo um período de final de ano onde o comércio e a indústria precisam trabalhar mais para arcar com uma folha de pagamento em dobro, horas extras e até recuperar eventuais deficits de faturamento, é um contrassenso e um significativo prejuízo financeiro. Além disso, tal feriado não é de âmbito nacional, apenas 757 dos 5.568 municípios brasileiros o adotam. Há muitas contestações de inconstitucionalidade sobre a sua decretação. Exemplos de Goiânia, Porto Alegre, Santa Maria e Pelotas onde a Justiça revogou o procedimento. Em Mato Grosso do Sul a Federação do Comércio derrubou, também por meio do Judiciário, o feriado decretado pela Assembleia Legislativa em nível estadual, por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade. Fica a sugestão para que a Acil aproveite essa jurisprudência e tente revogar a lei que, em Londrina, atendeu mais aos interesses políticos do que às necessidades da população.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina
Corrupção
Nós que vimos pacificamente a corrupção tomar conta do nosso País pelos membros dos poderes Executivo e Legislativo. Agora, está na hora de apoiarmos o Judiciário na aplicação das penalidades cabíveis a tantos desmandos e falcatruas que aconteceram e nada pudemos fazer.
ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina
Pão e circo
Quando da divulgação que a Copa do Mundo de 2014 seria realizada no Brasil, o então presidente Lula, aquele do ''eu não sabia'', declarou que nenhum centavo do erário seria gasto na organização do evento. Tão pouco tempo se passou e já se comprova que 89% dos gastos são custeados com recursos públicos, ou seja, com o bolso do contribuinte. E vejam que esse percentual aplicado ao montante das despesas representa bilhões de reais que bem poderiam ser destinados à fatídica situação da segurança pública, da saúde e da educação, dentre outras pastas. A política do pão e circo se faz nítida nessa questão e ainda temos de nos contentar, pois muito pior será a hora que ficarmos só com o divertimento.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé
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