Londrina cidade jardim
  Muitas pessoas reclamam da arborização de Londrina e com razão. As plantas nem sempre são adequadas e não são recicladas. O sonho dos idealizadores era de uma cidade jardim, mas ainda está longe disso. O sistema da rede de distribuição de energia teria que ser subterrâneo. A Copel, que explora este serviço em Londrina, estampa nos jornais uma soma invejosa de seus lucros, por que não começa a investir um pouco do lucro nesta modalidade de fiação embutida? Aí, poderíamos daqui alguns anos ter uma cidade jardim. Os prefeitos nunca se manifestaram a respeito disso. Nem os carros da estatal que aqui trabalham pagam seus impostos em Londrina, fica tudo na capital. Daqui só levam o lucro líquido. Que tal começar nos loteamentos fazendo correto? Assim os prefeitos que vierem daqui 30 anos não teriam do que reclamar. Será que estou errado?
SEBASTIÃO CALMEZINI (comerciante) - Londrina

Exército nas ruas
  Antes se via crianças com estilingues matando passarinhos apenas por concorrência: queriam ver quem matava mais. Hoje nossos policiais estão sendo os passarinhos (e até parecem pobres indefesos): são disputados pelos bandidos para ver quem mata mais! Em um país preparado para uma guerra como é o Brasil, não caracteriza uma guerrilha esta situação? A impressão que se tem é que os bandidos estão mais fortes. E que tal colocarmos o Exército nas ruas? Mudarmos a lei, em busca de darmos direitos humanos a quem é humano? Poder Judiciário mostre-nos a sua força. Embora com medo do amanhã, ainda há esperança.
VALÉRIA OLIVEIRA MACEDO (contadora) - Amaporã

Deus na jogada
  Foi a ‘‘mão de Deus’’, argumentou Maradona, após ter feito um gol com a mão na Copa de 1986, em partida contra a Inglaterra. Mais recentemente, Barcos, jogador do Palmeiras, quis repetir o ‘‘milagre’’, mas não funcionou. O árbitro voltou atrás na decisão e invalidou o gol. Sendo palmeirense, inicialmente fiquei triste com a derrota, mas ao mesmo tempo conformado, pois o time não tem sido regular há um certo tempo, o que explica a atual posição na tabela. O futebol deveria seguir aquela máxima dos casamentos: torcedores ‘‘fiéis na alegria e na tristeza’’. Precisamos recuperar a dignidade deste esporte, com juízes imparciais, jogadores compromissados e éticos. É muito triste voltar a ouvir sobre a tal ‘‘mala branca, leitura labial para decifrar enigmas e tentativa de ganhar no tapetão, etc. Com certeza, estas coisas não são de Deus. Agora, estou com outro dilema. Mesmo sendo cristão e acreditando em milagres, gostaria de saber como Deus me analisa, tendo que rezar para não sermos rebaixados e, ao mesmo tempo, torcer para a infelicidade dos times que estão na nossa frente. Para onde vai nosso barco?
AMARILDO PASINI (engenheiro agrônomo) - Londrina

Violência
  Não é preciso o governo do Estado fazer estudos e mapas da violência. Basta o secretário de Segurança acompanhar as notícias publicadas pela FOLHA para saber que a impunidade e a criminalidade subiram a limites extremos. Estamos começando a viver um clima de intranquilidade absoluta. É o cúmulo uma mãe e sua filhinha serem baleadas dentro de um posto de saúde, como aconteceu em Colorado. Se as autoridades não derem uma resposta objetiva, não sei onde vamos parar.
JULIO RODRIGUES DE MELLO (vigilante) - Londrina

Marcos Valério blefa?
  Segundo Lula, Marcos Valério está ‘‘blefando’’. O ex-presidente diz que não está nem um pouco preocupado com as notícias que a mídia vem repercutindo sobre a intenção de Valério envolvê-lo em escândalos do mensalão. Diga-se de passagem, Lula disse que o mensalão não existiu e o STF está mostrando o contrário: existiu mensalão e o rombo foi imenso. Quaisquer que sejam as acusações de Marcos Valério, ele deverá provar o que estiver dizendo. Se de fato tem algum segredo guardado no bolso, deveria esperar a hora certa para agir, pois como bom mineiro Valério deveria saber que o peixe morre pela boca. O sistema político está órfão de pessoas como Roberto Jefferson que prestou um grande serviço à nação e uma imensa dor de cabeça aos petistas.

* As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]
IZABEL AVALLONE (professora) - São Paulo

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