OPINIÃO DO LEITOR
Aliados do prefeito
Confesso que fiquei meio embasbacado com a matéria da FOLHA sobre a necessidade do prefeito eleito Alexandre Kireeff ter base de apoio ou aliados na Câmara para aprovação de projetos. Se eu soubesse que o meu candidato para votar um projeto tivesse que ouvir seu partido, provavelmente não teria votado nele. Quando ele me pediu voto disse que votaria em projetos que melhossem a vida do nosso povo no que diz respeito à educação, saúde, segurança, etc. Não tenho dúvida que todos os vereadores eleitos quando pediram votos, se comprometeram a trabalhar pelo que fosse melhor o povo de Londrina, independente de quem fosse o prefeito eleito. A cidade clama por mudança porque não quer mais a Câmara como um balcão de negócios, onde é necessário pagar para obter ou não a aprovação de um projeto, independente dele ser bom ou ruim para Londrina - vide caso da Lei da Muralha aprovada em 2005. Londrina espera que os vereadores votem os projetos a favor ou contra de acordo com a importância deles para o cidadão ou para a cidade, independente de serem da base de apoio do prefeito ou da oposição.
JOÃO MASSARUTTI (professor) - Londrina
Gol de mão
Como sabemos, o desespero pode gerar atitudes extremas e na reta final do Campeonato Brasileiro o desespero do Palmeiras para evitar o rebaixamento é tamanho que chegamos ao cúmulo de ver a Justiça discutir a anulação de um gol de mão. Talvez, a forma que se diz que o lance foi anulado não tenha sido a correta, mas e a atitude do jogador foi? Vejo que a anulação do resultado como uma aberração. Entendo como correto, se houver provas, punir o árbitro e os envolvidos, mas não alterar os pontos na tabela. Além do mais, o jogador do Palmeiras também deve ser punido, pois ele sabia que sua atitude era ilegal, e tentou iludir o árbitro, devendo este atleta ser punido exemplarmente. E não me venham com romantismos como ''isso é parte do futebol''. E se fosse o Internacional contestando o que Palmeiras está reclamando, será que haveria a mesma atenção? Não podemos aceitar que um ato ilegal gere benefícios ao infrator, espero que a Justiça não cometa esse ato.
ALLAN JAMES DE CASTRO BUSSMANN (anatomista) - Londrina
História
Interessante a reportagem da jornalista Micaela Orikasa sobre a arte de ensinar História (Cidades, 2/11). As professoras Márcia Elisa Teté Ramos e Elizabete Tomazini estão de parabéns por trilhar o caminho de construir o entendimento da ciência histórica. O aluno não entende a história decorando os livros e os textos. O fundamental é analisá-los e interpretá-los e, portanto, será possível produzir uma excelente redação. No começo da década de 1990 tomei conhecimento do método na Universidade Estadual de Londrina com os professores Inezila Lima e Paulo de Tarso Gonçalves só para exemplificar. Micaela, Márcia e Elizabete que Deus as ilumine.
MANOEL FAUSTINO DE CARVALHO (historiador) - Londrina
Pedágio
Toda vez que eu vou a Ourinhos e passo pelo posto de pedágio de Marques dos Reis (na divisa), penso na ineficiência do Estado e da Justiça brasileira em não resolver ou não conseguir desfazer com rapidez situações erradas (geralmente quando envolve grandes interesses ou muito dinheiro). Há muitos anos aquele posto de pedágio só arrecada e não vemos nenhum investimento de maior porte no trecho de Santo Antônio da Platina a Marques dos Reis. Nenhuma nova terceira pista, nenhuma duplicação de pista, nem sequer algum recapeamento de qualidade. Apenas asfalto remendado. Os motivos que fazem esse sistema de pedágio funcionar desse jeito são vários e não convém citá-los aqui, pois o leitor inteligente está cansado de saber quais são. Nesse e em outros casos não há quem salve o contribuinte brasileiro das ciladas dos ''donos do poder''.
SWAMI VERONESI (músico) - Santo Antônio da Platina





