Licenças médicas
Tenho lido nos jornais que o prefeito Gerson Araújo tem tomado algumas providências visando corrigir desmandos cometidos em administrações anteriores. Parece-me que nomeou comissionados sérios em secretarias importantes. Uma notícia me chamou a atenção porque é um quisto antigo encrustado na administração pública e, diga-se de passagem, não acontece só na Prefeitura de Londrina. Trata-se da verificação das atribuições dos funcionários públicos. Li que já descobriram mais de 300 funcionários que não trabalham por estarem de licença médica, alguns há mais 8 anos. A maioria dos funcionários trabalha e desempenha suas funções, mas há uma parte que explora todas as possibilidades legais (e outras nem tanto) para tirar proveito do fato de estarem regidos por leis próprias. Já recebem salários muito superiores ao que ganha um trabalhador comum, mas ainda assim nunca estão satisfeitos. Acabam incorporando benefícios extras e direitos para engordar os ganhos e se aposentam assim. Há muitos casos até de famílias encrustadas na prefeitura. Conheço um pouco do assunto porque trabalhei na gestão Wilson Moreira e sei do que falo. Do jeito que a coisa vai, logo o erário público só vai dar para pagar o funcionalismo público.
EDGAR BAER (advogado) - Londrina

Redação do Enem
Grande espanto o meu ao ler a reportagem sobre a realização do Enem. Três estudantes entrevistados pela FOLHA lamentaram que o tema da redação - ''Movimento imigratório para o Brasil no século 21'' - não era suficientemente atual para que pudessem desenvolvê-lo. Considerando-se que o dito século iniciou-se há 11 anos e que, em função da crise mundial e de fatores climáticos temos tido uma imigração atípica constante nos últimos anos no país, uma pergunta me veio à mente: serão estes jovens viajantes do tempo, de algum século bem mais adiantado, que vieram ao nosso corrente século 21 apenas para se submeterem às provas do Enem? Crianças, leiam as questões até o final dos enunciados, antes de fazerem quaisquer comentários, ok?
NINA CARDOSO (psicóloga) - Londrina

Reajuste de servidores
Sobre a matéria ''Sem aumento, servidores de Cambé ameaçam greve'' (Política, 2/11), é interessante a postura do prefeito João Pavinato. Sou um dos servidores descontentes com a atitude tomada na semana que antecedeu as eleições e sua posterior postura apresentada na matéria. Pavinato enviou secretários e outros representantes a diversos setores do funcionalismo municipal avisando que o aumento viria com certeza, que as projeções indicavam saldo positivo para tanto. Agora, ele chama este envio de ''especulação''. A postura do prefeito aparentemente caracteriza compra de votos e esperamos que o Legislativo municipal investigue de maneira séria, pois ele não poderia oferecer com certeza algo que não tem.
WESLEY STUTZ (professor) - Cambé

Coitado do ministro
O ministro Joaquim Barbosa nos brinda com a esperança de ver enfim justiça neste Brasil e prontamente o povo elege centenas de ''postes'' por este país afora. Estaria o partidão certo ao meter a mão no ''jarro'' para se perpetuar no poder? Estamos vivendo esta maravilha de país que o governo divulga? Então, que se vá às favas a tal de imprensa que todo dia nos mostra o contrário. Já acredito em Papai Noel, no PT e que a camisa suada do apóstolo Waldemiro Santiago realmente faz milagre acontecer. Do jeito que a coisa vai, o ministro vai preso e o Zé Dirceu vira santo.
RUBENS ROMAGNOLLI (engenheiro civil) - Londrina

Insegurança
A situação da segurança no Norte do Paraná está chegando a um ponto absurdo. Quem lê a FOLHA todo dia parece que está lendo as notícias de São Paulo: é tiroteio em posto de saúde em Colorado, mãe e criança feridas a bala, jovens executados no Bandeirantes e no Vivi Xavier, outro executado na zona leste. Daqui a pouco não vamos poder sair mais na rua.
JULIO RODRIGUES DE MELLO (vigilante) - Londrina

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