Pelo novo
Não sou cientista político, não gosto da área e, como a grande maioria da população, sou avesso a qualquer notícia sobre o assunto. Minha modesta análise se baseia no que tenho visto. O resultado das últimas eleições tem nos mostrado que o eleitor está à procura de mudança, pelo novo. Com o aumento do poder aquisitivo, o eleitor está deixando de votar com a barriga (em troca de cestas básicas, passagens de ônibus, receitas médicas, remédios, etc.) e está passando a votar com a autoridade que a Constituição lhe concede. Temos o poder e ponto final. Ele até pode pegar as ajudinhas, mas na hora de votar vai pesar o que a consciência e coração mandarem. Se daqui a quatro anos o candidato que ele votou não inspirar confiança para uma nova chance, ele muda. A famosa ''máquina na mão'' já está perdendo peso. Isso é muito bom. Com a autoridade da Constituição, daqui a 4 anos mudamos tudo novamente se preciso for.
JÚLIO CÉSAR PANEGUINI CORRÊA (administrador de empresas) - Santo Antônio da Platina

Londrina unida
A campanha eleitoral que levou Dalton Paranaguá à prefeitura na década de 70 tinha muito do ingrediente desta que acabamos de vivenciar em Londrina. A rebeldia e a inteligência política do dr. Dalton fez naqueles tempos uma transformação de conceitos eleitorais que o colocaram na galeria dos grandes prefeitos que tivemos. A eleição de Alexandre Kireeff nos faz voltar ao passado. Acabar com a Londrina de baixo e a de cima era uma das propostas de Paranaguá. Tirar a linha do trem do centro era o sonho que se tornou realidade. O nosso promissor chefe do Executivo tem tudo para repetir a saga do antigo prefeito. Acabar de vez com esta maldição que foi criada pelo populismo eleitoral em dividir Londrina. Face a votação forte que fez em todas as zonas eleitorais está credenciado a fazer esta transformação. O resultado das urnas dá sinais que estes tempos acabaram, depende tão-somente das atitudes do novo prefeito. As pessoas não querem mais este rótulo preconceituoso que só interessa àqueles que sempre querem os dividendos eleitorais. Londrina unida jamais será vencida.
WALTER COSTA BARROSO (cirurgião dentista) - Londrina

Eleição acirrada
Londrina passou no último domingo por uma votação bastante acirrada para eleger o novo prefeito. Variação na preferência popular foi uma característica presente na apuração dos votos do início ao fim. Alexandre Kireeff (PSD) levou a melhor com 50,53% contra 49,47% de Marcelo Belinati (PP). Marcelo, sobrinho do ex-prefeito Antonio Belinati cassado em 2000, mostrou-se o canditado preferido dos londrinenses desde o início da campanha eleitoral, segundo as pesquisas. Resultado não muito satisfatório ao homem que traz na bagagem política o sobrenome Belinati e foi derrotado por uma diferença de 2.978 votos. Será esse o início de uma ''nova era''? Os Belinati têm uma forte tradição política, mantendo até então uma hegemonia indiscutível em qualquer eleição. A dinastia política e o sobrenome estarão mesmo acabados em Londrina?
LIADNE PRANDINI DAMASCENO (estudante de Direito) - Unopar

Fiscais do Kireeff
Numa entrevista concedida a uma rádio de Londrina, o prefeito eleito Alexandre Kireeff informou que as obras a serem executadas pelo município na sua gestão constarão de painéis com informações sobre elas, inclusive com o nome do fiscal. Esta informação demonstra que a sua administração será de total transparência. Transparência que o londrinense está carente há muito tempo (não considerar os mandatos tampões de José Roque e Gerson Araújo). Na condição de cidadão participativo que está carente de transparência nas ações dos nossos políticos, gostaria de sugerir que nós que gostamos da cidade e que queremos ''uma virada de páginas'', sejamos ''fiscais do Kireeff''. A história nos mostra que a condição da população na função de fiscal do Executivo traz resultados positivos e importantes para a administração. Prefeito a primeira pedra já foi atirada.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina

Cuidado com pregos
As cabeças expostas de centenas de pregos enferrujados nos soalhos das pontes de madeira do Lago Igapó 2 ocultam uma das mais pavorosas doenças da humanidade que pode matar até 34% dos infectados: o tétano. Com a proximidade do verão o uso de sandálias se tornará mais frequente propiciando, dessa maneira, um maior risco em adquirir a doença através de ferimentos nos pés expostos. Naqueles locais as tábuas deveriam ser fixadas por parafusos de cabeça chata, embutidos. Andar descalço por ali, nem pensar!
ALVARO AUGUSTO DOMINGUES DA SILVA (médico) - Londrina

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