OPINIÃO DO LEITOR
'Pesquei um carro'
No último domingo, enquanto pescava no Rio Tibagi, na localidade denominada ''Tira Fubá'', para minha surpresa, fisguei um carro que estava submerso próximo à barranca. Embora a água estivesse bem limpa, não consegui definir exatamente a cor que aparentava ser clara. Fica o alerta para as autoridades, que deverão tirá-lo, já que está poluindo o local e ainda devolvê-lo ao seu dono. Pode ser inclusive peça de algum crime.
ALCIDES CONSTANTINO (corretor de seguros) - Londrina
Fabricante de postes
Não há como negar: aquele que se dizia amigo do povo, que era metalúrgico em São Bernardo do Campo, especializou-se durante seu vínculo empregatício (nas horas vagas) em construir postes. E os tais postes, o ''brilhante metalúrgico'' elegia até como deputados, senadores, governadores, prefeitos, vereadores e outros que desfrutavam de altos cargos na ''posteana corte'', onde com seus tentáculos acessavam malas, envelopes, contas bancárias, votavam no Senado e na Câmara para vilependiar mais e mais, aprovando até a reforma de Previdência - que agora com a prova cabal de que foi manipulada deveria ter seu resultado anulado, com retroatividade no pagamento aos prejudicados, pois beneficiou apenas os tais postes que arrebentaram com nossas esperanças. Era uma vez um metalúrgico que se especializou em fabricar postes dotados de mãos, vontade, contas bancárias e corrupção neste País. Era uma vez um fabricante de postes que com apenas 3,5 milhões de votos elegeu um poste a mais no país, em São Paulo (palavras do próprio eleito na capital). Querem saber quem é esse fabricante de postes? Deem ao Marcos Valério o prêmio da delação premiada e proteção - e essa nação através do STF, Polícia Federal e todos os órgãos públicos interessados no bem comum, trarão à tona o nome do fabricante de postes.
LUIZ EDGARD BUENO (escritor) - Londrina
Politicamente (in)correto?
Numa entrevista à Rádio Paiquerê o vereador Rony Alves, num tom um tanto quanto ameaçador, alegou que o prefeito eleito Alexandre Kireeff ''depende'' da Câmara para governar. Gostaria que o referido fosse mais democrático, já que os poderes da República (Legislativo, Executivo e Judiciário) são independentes entre si. Portanto, ''harmonia'' é sempre bem-vinda; dependência ''jamais''. A política significa: a) consenso, pacto social, astúcia, estratagema, etc.; b) ardil, diabrura, dolo, esperteza, maquiavelice, traquinagem, etc. Espero que a política de entendimento entre o Legislativo e o Executivo em Londrina seja baseada conforme definições da letra ''a''.
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) - Londrina
Etanol
Com relação à matéria ''Sobra de cana facilita uso de 25% de etanol na gasolina'' (Economia, 26/10), o que chama a atenção é que haverá um aumento de 5% de etanol na gasolina. Em economia quando aumenta a oferta, reduz-se o preço para estimular o consumo, mas como temos um governo que só se preocupa em arrecadar, ele vai tornar a gasolina menos eficiente. Portanto, o consumidor andará menos com cada litro de gasolina, e ainda venderá etanol (álcool) a preço de gasolina. Outro fator é que reduzirá a vida útil de motores antigos. É fácil penalizar o consumidor de várias formas: pagará preço de gasolina por etanol; cairá o rendimento dos motores a gasolina; parte dos carros terá a vida útil dos motores reduzida; o preço das mercadorias que usam transportes subirá, etc. Quando o lógico seria reduzir o preço do etanol que provocaria queda no consumo de gasolina, que seria obrigada a reduzir o preço também para estimular o consumo, mas aí o beneficiado é o povo e, para o governo, o importante é arrecadar. E o povo? Que se dane!
ADALBERTO BRANDALIZE (professor) - Londrina





