Patrimônio de vereadores
Gostaria que o Ministério Público e outras instâncias do direito se aprofundassem nas informações declaradas como bens por alguns dos vereadores eleitos em Londrina. Sinceramente, não consigo acreditar na veracidade destas informações. Isto é subestimar minha capacidade intelectual. Será que como cidadãos comprometidos com a causa social em nossa cidade, teremos que nos organizar e oferecer a ''eles'' uma cesta básica até que tomem posse em janeiro de 2013? Sim, porque alguém que encontra dificuldades em formar e manter um patrimônio, com certeza, também deverá estar com dificuldades de subsistência.
ALZIRA RODRIGUES INACIO (assistente administrativo) - Londrina

'Pichação homenagem'
Sobre a matéria ''Alunos picham para 'homenagear' colega que morreu de overdose'' (Geral, 18/10), as homenagens são devidas por atos heroicos e exemplares praticados. No caso em questão, cabe apenas o lamento e nenhum culto. Espera-se que o juiz da Vara da Infância e da Juventude também preste homenagem a esses adolescentes, fazendo-os, no mínimo, ressarcirem os danos causados ao patrimônio público.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

Jovens e as drogas
Com relação à matéria ''Alunos picham para 'homenagear' colega que morreu de overdose'' (Geral, 18/10), não é pichando a escola que vão homenagear o colega. Deveriam sim pedir à escola que desse palestras sobre o perigo das drogas. Não só as drogas ilícitas, mas as permitidas como a bebida. Basta dar uma volta pelos postos e bares da cidade para ver o grande número de jovens bebendo, e muito. Já presenciei casos de bebedeira até cair. Nossa juventude está sendo dizimada pelas drogas e se não abrirmos os olhos em um futuro próximo seremos um país de idosos.
JULIO RODRIGUES DE MELLO (vigilante) - Londrina

Profanação de sepulcro
Enche-nos de tristeza e preocupação a matéria ''Demanda por cemitério obriga Acesf a criar gavetários'' (Geral, 12/10), na qual o superintendente da Acesf, José Roberto Damiano, corajosamente informa que a partir de janeiro não teremos mais local para enterrar nossos entes queridos. Para suprir a incompetência de administrações anteriores, foi encontrada uma ''solução brilhante'' de construir ''gavetários'', que só pelo nome nos choca, pois indica que a partir de agora engavetaremos nossos entes queridos de maneira espalhada: um aqui, outro acolá. Este procedimento quebra a tradição centenária que temos de reverenciar nossos antepassados, dignamente sepultados, em jazigo da família. O senhor Damiano minimiza o prazo de execução de um novo cemitério, uma vez que há necessidade de se encontrar uma área plana, passar pelo crivo dos moradores do entorno, desapropriá-la, discutir valores judicialmente, criar vias de acesso, além de uma infraestrutura compatível com o empreendimento e, principalmente, conseguir as licenças ambientais. Nos parece que dois anos não sejam suficientes.
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (bacharel em Teologia) - Londrina

Cafeicultura
Sobre a matéria ''Em busca da renovação dos cafezais'' (Folha Rural, 13/10), um alerta aos cafeicultores de Londrina e região: se não houver uma adequação das lavouras para um manejo com maquinário fica cada dia mais complicado manter-se na atividade. Os investimentos em modernização da atividade devem estar ligados à interação do café com outras plantações, como frutíferas e até mesmo uma horta econômica, para agregar na renda e a manutenção da alimentação dos atores envolvidos. A monocultura deixou de ser sustentável há algum tempo e a persistência só leva ao desestímulo e à erradicação dos que já não aguentam mais jogar toda a culpa no governo. É muito fácil, mas temos que resolver e sobreviver em condições adequadas no campo.
JOSÉ ROBERTO DA ROCHA BERGAMO (consultor em cafeicultura) - Londrina

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