Obras paradas
Como leitor assíduo da FOLHA não posso furtar de me manifestar sobre esta bela matéria denúncia ''PR tem 184 obras públicas paradas'' (Geral, 16/10). A constatação da existência tantas obras públicas paralisadas em nosso Estado é desalentadora e causa vergonha aos paranaenses de boa índole. Pior ainda é o fato desta constatação ter sido realizada pelo Tribunal de Contas, que na opinião de uma legião de pessoas é inútil e ineficaz. Formado por apadrinhados de políticos, onde tudo termina em decepção para o cidadão honesto e de bons propósitos. É grande o clamor de parte da população pela extinção desse cabide de empregos para que, com as verbas ali investidas, se aparelhe melhor o Judiciário que tem a obrigação de dar uma resposta eficaz aos jurisdicionados.
LUIZ ANTONIO DE SOUZA (advogado) - Laranjeiras do Sul

Beleza da democracia
Após a eleição do dia 7/10 me deparei com diversas cartas falando sobre a sujeira que os políticos fazem, emporcalhando as ruas com os famosos santinhos. Será que somente eu ou mais alguns enxergam este episódio de maneira diferente? Isto que para muitos é sujeira, considero uma beleza da democracia. Como era fascinante nas décadas de 70 e 80, quando nos dias de eleição víamos a cidade, principalmente nas imediações das mesas receptoras, as ruas cobertas pelos santinhos. Aquilo era de fato a beleza da democracia. Era a liberdade que a democracia facultava ao povão expor seus slogans, seus sonhos e suas reivindicações em forma de santinhos. Nesse dia, os Cacarecos, os bodes cheirosos, os Tiriricas tinham vez de mostrar que vivemos num país democrático. Não sou a favor da sujeira, mas para isso temos um pessoal especializado na limpeza no dia pós-eleição. Aquele tapete colorido de santinhos deixa a cidade mais bonita pelo menos um dia. Não olhemos somente para o negativo.
WELLINGTON AMARAL SAMPAIO (administrador) - Londrina

Esperança no futuro
O que esperar do futuro de um país onde a fonte do conhecimento não vale praticamente nada se comparado com outras profissões? Afinal, um professor vale em termos salariais menos que um décimo de um grande político. Mesmo assim eles insistem em passar para as futuras gerações o conhecimento que ninguém rouba. Eles são muitas vezes incompreendidos, aviltados, humilhados, não são reconhecidos e insistem na profissão.
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul

Tribunal da injustiça
No Brasil é necessário fazer malabarismos para conseguir condenar alguém por crime de racismo. A cada 17 denúncias de racismo, apenas uma vira ação penal. Como se não bastasse, entre as que viram ação penal, 92% não são enquadradas como racismo, mas interpretadas, na esmagadora maioria dos casos, como injúria. Apesar da maioria dos brasileiros saberem que há preconceito racial no país e de provavelmente já terem presenciado situações de discriminação, poucos são os que admitem publicamente que nossa sociedade é racista e preconceituosa. Afinal, não somos o país da ''democracia racial''?
LUANA FERRARI DIAS (estudante) - Londrina

Fim do mundo: especulação popular
Nos últimos três anos fomos bombardeados com uma série de especulações sobre um possível ''fim do mundo''. Muitos acreditam e baseiam-se no calendário Maia, que aponta o clímax de todo esse pensamento para 21 de dezembro deste ano. Creio que esses alienados devem cessar o alastramento de medo a pessoas que nisso acreditam. Muitos não se deixaram levar por essas supostas ideias e veem mais como uma piada do que algo que pode vir a se concretizar.
KELVIN FELICIO ARMINDO (auxiliar administrativo) - Londrina

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