OPINIÃO DO LEITOR
Está chegando a hora!
Está chegando a hora de assinarmos duas procurações: uma para o prefeito, outra para um vereador agirem por nós na administração pública por quatro anos. Portanto, vamos pensar seriamente nesses dois representantes. Existem candidatos pleiteando a reeleição, e que já mostraram que não são dignos de votos. Outras raposas que estão querendo voltar. Se um candidato está querendo comprar seu voto, venda, mas vote em outro que seja de confiança. Aquele que vota em corrupto não pode se considerar ''vítima'', e sim cúmplice .
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) - Londrina
Votos nulos não invalidam eleição
Vez por outra, recebemos pela internet mensagens para que o eleitor, como protesto pelos desmandos de maus políticos, vote em branco ou anule seu voto para anular a eleição. Tal afirmação é uma falácia. Conforme o Código Eleitoral (Lei 4.737/65), há previsão de cancelamento das eleições, mas apenas nos casos de votos serem declarados nulos pela Justiça Eleitoral, decorrente de falsidade; fraude; coação; interferência do poder econômico, etc.; e não os que forem anulados pela vontade própria dos eleitores. A quem será que não interessa mudar o Código Eleitoral, nem deixar de ser obrigatório o voto?
MÁRIO JORGE TAVARES (administrador) - Londrina
Ser eleitor
Em vez de se deixar atropelar pela propaganda de candidatos políticos, o povo poderia comandar o espetáculo: Vamos votar naqueles que souberem fechar as torneiras do desperdício. Afinal, é muito dinheiro que se perde com a máquina pública inchada e nem sempre competente. Ser eleitor é votar naqueles capazes de ''fechar a torneira'' e atender, com o que tem localmente, as necessidades do povo. Isso é o sentido autêntico de autonomia e sustentabilidade.
DANIEL STEIDLE (educador ambiental) - Rolândia
Despreparo
Fico tentando imaginar os momentos de pânico e terror diante do perigo iminente de ter parte da perna decepada por um perigosíssimo cão feroz à qual passou o policial militar. Não pensou duas vezes em se defender. Que ato nobre de um possuidor de fé pública nomeado pelo Estado ao empunhar uma arma. Diante disso, podemos prever o dia em que precisar agir num momento de nervosismo próximo a pessoas de bem indefesas. E o Estado concedendo poderes a indivíduos desqualificados dentro de nobres instituições. Ao nos depararmos com um militar fardado na rua ao invés de nos sentirmos seguro, sentiremos calafrios pois não saberemos o que poderá acontecer.
EDER DEL PICCOLO SANTINI (comerciante) - Londrina
Cão indefeso
Este policial que matou o cachorro Ronaldo não deveria permanecer nas ruas, pois oferece perigo à população. O policial se irritou com o latido de um cãozinho indefeso de apenas 1,5 ano, então penso que qualquer hora ele possa também se irritar com o choro de uma criança. Este policial está na profissão errada.
MARIA DE LURDES COGO MORENO (secretária) - Londrina
Estrela fulgente
Há uma semana o Brasil perdia a apresentadora Hebe Camargo que, qual estrela fulgente, recebeu dos anjos sorriso e ternura na mais eloquente imitação de seus gestos quando na Terra. Hoje, como pluma resplandecente, Hebe nos espera sorrindo para que um dia juntos cantemos a canção ''Eterno amor''.
RUBENS VASCONCELOS CALIXTO (serventuário da Justiça) - Fênix
Votar consciente, ato de cidadania
Nem todo brasileiro é cidadão! Ser cidadão é muito mais que ter direitos civis, é participar do destino da sociedade, votar, ser votado, ter direitos políticos. Exercer a cidadania plena é ter direitos civis, sociais e políticos. Tornou-se bastante comum ouvirmos que o voto é apenas uma obrigação, pois todos os políticos são iguais. Será que realmente são? Muitos de nós não temos a exata noção do poder do voto e o verdadeiro significado da política em nossas vidas. É muito importante votar consciente, assim estaremos colaborando para separar ''o joio do trigo''. Um voto consciente é resultado de análise fundamentada em critérios mínimos acerca do candidato: conhece realmente os problemas da cidade? Há alinhamento entre as propostas do candidato e o partido a que pertence? É candidato à reeleição? Se sim, seu desempenho foi satisfatório? O voto consciente sublima concretamente o exercício da democracia, colabora com o progresso do País. Vote consciente, seja cidadão.
JÚLIO ALVES MARQUES (professor) - Londrina
Interesse e hipocrisia
Muito piores que os próprios candidatos são determinados cabos eleitorais e coordenadores que se mostram engajados na campanha eleitoral, defendendo com unhas e dentes os propósitos do seu preferido, quando o objetivo único, restrito e exclusivo é continuar mamando ou conseguir uma teta naqueles cargos públicos em que a aptidão natural ou adquirida não tem a mínima importância no processo de seleção. É por esta e tantas outras situações que, dia após dia, me torno mais adepto à notável citação: ''Quanto mais conheço os homens, mais eu gosto dos animais''.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé
Chega de ex!
Ex-vereador, ex-prefeito cassado ou não, ex-secretários, ex-secretária, ex- líderes do prefeito, ex-presidentes da Câmara. Chega de tantos ex! Nenhum deles merece o nosso voto. Muitos atolados até o pescoço na lama da corrupção e ainda sob investigação do Gaeco e do Ministério Público têm a cara-de-pau de tentar a reeleição. Quem desviou até o dinheiro da merenda escolar não é digno de voto. Diga não aos que agora posam de honestíssimos tentando ganhar o seu voto com as mesmas promessas de sempre que jamais serão cumpridas. Se não conseguirmos prendê-los, pelo menos vamos condená-los ao ostracismo de onde nunca deveriam ter saído.
ALTEMAR BARRETO (artista plástico) - Londrina
Voto nulo
Analisando as pesquisas de intenções de votos dá para chegar à conclusão que o cidadão não confia mesmo nos atuais políticos. Há cidades em que o número percentual de votos brancos e nulos chega a 15%, demonstrando a total insatisfação e vergonha com a banda política. Isso é facilmente respondido, pois nos últimos anos muitas cidades paranaenses têm sido manchete não por seu desenvolvimento ou sua força no agronegócio, mas sim por administradores
que usam de suas atribuições para benefício próprio. Contudo, vêm pedindo votos alegando perseguições políticas. Acredito que o voto não deveria ser obrigatório. Talvez, assim a ética e o respeito reinariam. O que deveria ser obrigatório é o compromisso e a ordem de cada candidato, mas isso já é pedir demais.
LUKAS HENRIQUE DOS SANTOS (estudante) - Londrina
Correção
- Diferentemente do informado na matéria ''Assaltos provocam clima de insegurança'' (Cidades, 3/10), o capitão Rogério Martins Ribeiro, comandante da Polícia Militar em Cambé, declara que a corporação não pode fazer prisões no período eleitoral, mas apenas nos casos de cumprimento de mandados, uma vez que as autuações em flagrante são feitas normalmente.
As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]





