OPINIÃO DO LEITOR
Palavras ao vento
Qualquer bom profissional de marketing político é capaz de elaborar programas de governo com propostas eleitorais plausíveis e bem fundamentadas. Em épocas de eleição, todos os candidatos valem-se dos mesmos discursos e argumentações, chamando promessa de compromisso e dizendo serem concretas suas propostas. Tudo eufemismo. Talvez porque também dependam de promessas eleitoreiras para serem reeleitos, nenhum dos representantes de nosso Legislativo propôs uma lei que de fato responsabilizasse os candidatos pelas suas ''propostas concretas'', um dispositivo que os tornassem responsáveis por suas palavras e propostas eleitorais, principalmente, impondo a eles rigoroso prazo para a concretização daquilo tudo que foi prometido durante as campanhas, sob pena de até mesmo tornarem-se inelegíveis em eleições seguintes. Se assim fosse, o discurso eleitoral seria bem mais realista, porque palavras, ainda que bem fundamentadas, são apenas palavras, que lançadas ao vento não voltam mais.
RICARDO ALEXANDRE GARCIA (publicitário) - Londrina
Stand up comedy no horário nobre da TV
Como é divertido e ao mesmo tempo impressionante o horário político obrigatório na TV. São 30 minutos reservados a verdadeiros comediantes e pura diversão com rimas perfeitas, figurinos engraçados, sem dizer nas promessas milagrosas e discursos dignos de aplausos. Tudo isso para conseguir o seu, o meu e o nosso voto. Mas atenção! Cuidado em quem você ira votar, porque depois o ''palhaço'' poderá ser você, eu e o povo.
ROGERIO RODRIGUES (orçamentista de obras) - Londrina
Cavalete polui
Concordo plenamente com o leitor Antonio R. Pacheco (Opinião do Leitor, 2/10). Os cavaletes dos candidatos poluem visualmente e fisicamente Londrina e nenhum desses cidadãos, que não liga nem para a parte ecológica (afinal é madeira jogada fora), vai ter o meu voto. Vamos colocar no poder pessoas que respeitam a cidade. Que moral um vereador ou prefeito terá para continuar com a Lei Cidade Limpa se numa simples campanha faz essa sujeira? Falta fiscalização também. São cavaletes fincados no chão, amarrados em postes e árvores e que não são recolhidos após às 22 horas. Sem contar a panfletagem e os carros de som. Será que nós, simples mortais, também podemos fazer essas coisas sem punição? O único ponto positivo é que a maioria não vai ser eleita. Se depender de mim, nenhum deles.
PAULO HENRIQUE HERRMANN (diretor de atendimento) - Londrina
Memória curta
O londrinense gosta de reclamar. Reclama da abertura do Bosque, da ciclovia, do fechamento das ruas que circulam o Lago Igapó, dos buracos que existiam nas ruas centrais, da nova Avenida Maringá (antes era um caos), etc. Pasmem, agora reclamam dos cavaletes de propaganda eleitoral! Ora tenha a santa paciência! Será que já se esqueceram que antes os candidatos emporcalhavam a cidade pregando cartazes nos muros, postes e paredes?
MIGUEL NAVARRO (aposentado) - Londrina
Cometendo os mesmos erros
Mais uma vez a má administração do dinheiro público atinge a população carente e faz com que essa deixe de receber benefícios que possibilitariam um maior crescimento em um dos setores básicos da sociedade: a educação. Por vezes, nos deparamos com alegações que retiram as responsabilidades das prefeituras e as transferem para os que por direito, garantido na própria Constituição, seriam os beneficiários. Uma vergonha nacional.
SUZANA DA SILVA CORREA (estudante de Direito) - Londrina





