Propaganda enganosa
Quando assistimos à televisão, somos constantemente bombardeados pela propaganda governamental. As reportagens mostram um país maravilhoso, onde a saúde, a educação e a segurança são de primeiro mundo. As pessoas sempre estão felizes e aprovam as obras e as ações do governo. Só que a realidade é muito diferente da propaganda. Este é um país extremamente carente, onde mais da metade dos municípios sequer tem esgoto, o nível de educação escolar é baixíssimo e a saúde é um verdadeiro caos. Na última eleição presidencial vimos a euforia dos empregados de um estaleiro em Pernambuco na propaganda eleitoral, sobre a construção do primeiro navio petrolífero nacional (batizado de João Cândido). Passados mais de dois anos, até hoje o tal navio não saiu do estaleiro. E o povo acreditou na mentira. Vemos hoje na campanha municipal um candidato apregoar aos sete cantos ''que fez 7 mil casas em Londrina''. Ora, o dinheiro é do governo federal, a Prefeitura não fez uma só casa sequer. E o povo acredita. Os tribunais eleitorais e os ministérios públicos, sejam estaduais ou federais, não deveriam agir firmemente contra essas mentiras deslavadas que são propagadas diariamente até que se tornem verdade?
MILTON DE CASTRO (corretor de seguros) - Londrina

Voto vencido?
Estamos vivendo um momento mágico no Brasil onde todas as contas se fecham. Pode se fazer creches, hospitais, escolas, asfalto, tudo é póssível ao que quer ser votado. O que vota também gosta deste jogo fascinante que, como uma novela, o eleitor espera o final feliz que muitas vezes não acontece. Mas o que é a realidade senão um amontoado de sonhos. Vamos viver nossos sonhos de primeiro mundo enquanto se tem o tal de horário político porque já está acabando. Vamos ser cumprimentados, lembrados e abraçados porque depois das eleições seremos apenas um bilhete corrido ou seria um voto vencido?
MANOEL JOSé RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul

Fundamentos da desigualdade
A observação do mundo a nossa volta mostra que a maioria das sociedades é organizada de maneira hierárquica. A posição na escala social é que vai determinar o acesso desigual aos recursos materiais ou imateriais, tais como a riqueza, o conhecimento e o poder. Algumas diferenças são materiais como o sexo, a idade, a cor, a raça e não podem ser negadas. Outras diferenças são socialmente construídas e, muitas vezes, são elaboradas a partir de uma interpretação social das diferenças naturais. Assim, ser homem ou mulher, jovem ou velho, branco ou negro, portador de alguma deficiência não tem o mesmo significado em todas as sociedades nem em todos os círculos sociais dentro de uma mesma sociedade. É por meio da intermediação social, portanto, que uma diferença se torna uma desigualdade.
LUANA FERRARI DIAS (estudante) - Londrina

Fim da reeleição
Faço minhas as palavras do sr. Braulio Verillo Miranda (Opinião do Leitor, 28/9), concordo em gênero, número e grau com suas afirmações e ainda deixo mais uma pergunta no ar: é justo um novo candidato concorrer com outro candidato que tenta a reeeleição visto que este não precisa se licenciar do cargo e usa toda exposição e sei lá mais o que o cargo lhe permite utilizar? Sou pelo fim da reeleição já!
SAULO OLIVEIRA (agricultor) - Londrina

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