Não é bem assim
Com respeito à carta do sr. Vicente Penha (Opinião do Leitor, 19/9), desconheço a fonte da qual foram extraídos os dados estatísticos para comparar as performances de Maringá e Londrina em diversas áreas. Na prática, não se constata as tamanhas diferenças alegadas, não justificando o ufanismo tão exacerbado em prol da Cidade Canção. Para exemplificar que a situação não é bem assim, no campo político, onde o missivista dedica grande admiração ao eleitorado maringaense, num passado recente aquele município teve nove vereadores condenados pelo Tribunal de Justiça por prática de nepotismo. Em 2008 o ex-prefeito Jairo Gianoto foi condenado pela Justiça Federal a quatro anos e meio de prisão por desvio de dinheiro público. E quem não se lembra do caso Paolicchi? o ex-secretário da Fazenda daquela cidade cumpriu cinco anos de prisão por ter desviado em torno de R$ 1 bilhão (valores atualizados) dos cofres municipais. Tanto lá como aqui o Ministério Público tem atuado para combater a corrupção. Com toda certeza, a maior exposição das falcatruas em Londrina tem relação direta com o fantástico trabalho do nosso Gaeco, sem dúvida, um dos mais eficientes do Brasil. Portanto, não há motivo para pessimismo e frustrações: temos sim que comemorar o fato de estarmos tentando depurar o nosso meio político e começando a passar a cidade a limpo.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina

Trampolim político
Como sempre falo neste conceituado jornal, sindicatos de qualquer categoria servem apenas para uma coisa: ''trampolim político''. Na maioria dos sindicatos de nossa cidade que tem algum candidato. Estão mais preocupados em se candidatar ou se reeleger do que defender a classe. Acredito sim que a maioria dos empregados de nossa cidade tem vergonha de quem os representa. Sempre aconselho: vejam que o candidato fez para sua categoria e avalie se vale à pena votar nele, pois o que ele não fez direito em representar a categoria com certeza não fará quando se eleger.
ANTONIO RICARDO PACHECO (engenheiro mecânico) - Londrina

Londrina e seus políticos
Feliz o pai cujo filho adota a mesma profissão: que orgulho raro de se ter. Eu mesmo não o tive. Ainda bem, pois minha profissão não remunera lá estas coisas e tem-se que trabalhar muito. Imagino que o dote genético que legamos aos filhos, não inclui esta questão. Coisas da natureza. Entretanto e contrariando o exposto, político gera político filho, sobrinho, neto, quinta geração, etc., por que será? Imagino ser a forma de dar ao parente a mesma formação moral para que entenda seu ato quando cai nas mãos do Gaeco ou ainda aprimorar o ato falho para quando de novo o ''jarro'' estiver ao alcance. O que importa é o ''jarro''.
RUBENS ROMAGNOLLI (engenheiro civil) - Londrina

Campanha política
Tenho acompanhado atentamente a propaganda eleitoral pela TV em nossa região e estou perplexo com o grande número de partidos políticos que existe. É uma sopa de letrinhas que chego a duvidar se de fato exista ideologia por trás dessas siglas. Outra coisa que tenho percebido é o grande número de servidores públicos (federais, estaduais e municipais) envolvidos em candidaturas. Tudo bem, o que discordo é com a lei que obriga o servidor a se afastar de suas atividades, pois gera ônus para administração que quase sempre tem que substituí-los. Daí dizer que ficando no trabalho ele goza de vantagens? Goza mesmo, pois tem todo o tempo do mundo para angariar votos sem nenhum prejuízo em seus vencimentos e não ficam em pé de igualdade com os candidatos da iniciativa privada. Com a palavra os entendidos.
BRAULIO VERILLO MIRANDA (diretor de escola) - Leópolis

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