OPINIÃO DO LEITOR
Trânsito: culpado ou inocente?
Londrina com 516 mil habitantes já conta com uma frota de 302 mil veículos e pode transformar-se num caos se não houver conscientização dos motoristas e investimentos nas vias públicas por parte do governo municipal. Só nos últimos dois anos foram 230 mil multas aplicadas, sendo 34.971 de natureza grave/gravíssima por avanço de sinal vermelho. Apesar disso, as multas não parecem surtir efeito. Com vias públicas esburacadas e sem manutenção; sem sinalização e de forma inadequada em diversos pontos; com uma sucessão de escândalos por cassação e denúncias de corrupção na esfera pública; na CMTU são denúncias de ''indústria da multa'', multas canceladas de forma fraudulenta, metas por quantidade de multas objetivando aumentar arrecadação, etc. Instalam-se radares que apresentam resultados esperados a um baixo custo. São as tais multas por atacado, o que acredito seja com objetivo de aumentar arrecadação. Será que já não basta a quantidade de impostos que pagamos? Não é um equipamento eletrônico que fará o motorista mais consciente, mas sim ''eficientes campanhas de trânsito''. Respeito, dignidade e profissionalismo é o que todos nós precisamos.
ROSA MARIA BAZZO (corretora de imóveis) - Londrina
Consequência de um ato
Com relação ao comentário do programador Juliano Ribeiro (Opinião do Leitor, 19/9), ninguém é perfeito e todos cometemos erros, mas o que está acontecendo em Londrina não é um cenário no qual observamos e ficamos quietos. O prefeito Joaquim Ribeiro admitiu que recebeu propina e estava afastado com atestado médico, sem divulgar a doença. O mesmo está acontecendo com empresários que ofereceram propina para que Londrina não se desenvolva ao impedir a entrada de grandes empresas na cidade. Não é certo desviar dinheiro público. Pessoas assim devem ser perseguidos sim. Se estão sendo julgadas como criminosas, estão sofrendo as consequências desse ato. Estamos em um país com liberdade de expressão, pelo menos isso é o que nos resta. Então, devemos sim expressar nossa indignacão contra os corruptos que deixaram a cidade em plena ''fossa''. Sabemos que a família do sr. Joaquim Ribeiro está sofrendo, mas ele não pensou nisto antes.
PAULO DIEGO GOTARDO (empresário) - Londrina
Recesso na Assembleia
Com relação à matéria ''AL pede 'compreensão' pelo recesso'' (Política, 19/9), depois das desculpas esfarrapadas do deputado Valdir Rossoni pelo (mais um) recesso remunerado durante as eleições, devo dizer como trabalhador e contribuinte que nossos deputados não têm a ''compreensão'' dos eleitores que cumprem horário e pagam impostos. Eles não precisavam pedir ''compreensão''. Basta não receber os dias não trabalhados, como qualquer cidadão que não comparece ao trabalho. Mas isto não passa nem longe das cabeças de nossos ''representantes''. Chega de empulhação e falem com clareza e honestidade.
RUY PIGATTO (engenheiro agrônomo) - Curitiba
Cobrança de dívida
A Unopar deve à Prefeitura de Londrina em impostos não pagos cerca de R$ 70 milhões. Levando-se em consideração a falta de recursos para investimentos em diversas áreas e o caos político-administrativo por qual passa a cidade, não seria o momento das autoridades se unirem e não medirem esforços para uma cobrança dos impostos devidos até judicialmente? A referida universidade foi vendida em 2011 por R$ 1,3 bilhão e, segundo consta, os impostos foram recebidos pela Unopar de seus alunos, já que os tributos vêm embutidos no boleto da mensalidade. Sendo assim, o proprietário anterior ou o atual deveriam ser notificados para recolher imediatamente os impostos devidos.
ANTONIO CARLOS PESCADOR (autônomo) - Londrina
Correção
- A foto publicada na matéria ''Fascite plantar, uma inflamação democrática'' (Cidades, 20/9) é do médico Carlos Alexandre Zicarelli e não do ortopedista Marco Antônio Batista.





