Favelas
As favelas são uma prova inequívoca da irresponsabilidade de quem administra as cidades. Se um cidadão comum não pode causar um dano na calçada ou fazer um corte de árvore que logo provoca o aparecimento de um fiscal com a aplicação das multas correspondentes e a intimação para corrigir as irregularidades, como se explica que tantos prefeitos, governadores, presidentes tenham fechado os olhos para essas monstruosidades sociais, sem terem tomado as devidas providências? Em Londrina começou a se formar uma favela, há cerca de 20 anos, no Vale dos Tucanos, em uma área pública e só agora as autoridades resolveram destruir as construções que já tinham sido feitas e expulsaram os seus moradores, jogando-os na rua. Por que, só agora? Mesmo assim, foram mais eficientes do que os do Rio de Janeiro e outras cidades, onde as pessoas vivem em condições desumanas. Onde estão os governantes responsáveis por tudo isso? Deveriam ser responsabilizados pelas gravíssimas faltas que levaram a essas situações. Para que servem as leis e as autoridades, a quem nós pagamos tanto? Como resolver os problemas resultantes dos incêndios e de tantas outras catástrofes, cujo ônus acaba caindo sobre todos nós que não temos nenhuma culpa de nada isso? Como nos permitimos conduzir aquelas pessoas a tamanha desumanidade?
ABEL AGAPITO DE FREITAS (engenheiro agrônomo) - Londrina

Brasil, um país democrático?
E viva a Independência e a semana que passou da Pátria, viva o fim da ditadura e o voto livre, viva o domínio da população pela escolha e a cara pintada, viva a sociedade alternativa, como dizia Raul Seixas. Infelizmente, a sociedade alternativa não aconteceu e quando tenta acontecer é imediatamente excluída porque não compõe os ''padrões''. As caras-pintadas agora são seios em manifestações, porque rosto pintado já basta o nosso escrito palhaço. É preciso, então, descer também a pintura assim como descem a nossa dignidade e inteligência em não punir aqueles que sabemos que nos roubaram. O Brasil é tão democrático que até o horário eleitoral é obrigatório, o voto é obrigatório e se você não votar obrigatoriamente tem que justificar. Democracia é isso?
RAFAELA BONEZZI JUNQUEIRA SCICCHITANO (secretária executiva) - Londrina

Desvalorização do professor
Quero registrar minha indignação contra novelas que debocham da figura do professor. Não me prendo a estas bobagens chamadas novelas que têm dado sempre maus exemplos em todas suas tramas. Ao invés de instruir, que deveria ser seu papel, elas em sua maioria pervertem o pensamento das crianças com cenas, exemplos e conteúdos que nada constroem. Todavia destroem como o exemplo do professor de ''Gabriela'' que serve de chacota em quase todas as cenas que protagoniza. Vivemos num momento delicado no qual os valores humanos são renegados a um segundo plano, alunos agridem professores moral e fisicamente e ainda temos que aguentar mais esta situação constrangedora e humilhante.
FRANCISCO PERECIN (professor) - Tapira

Aposentadoria para deputados
Ato injusto e vergonhoso se vigorar a ''lei'' proposta e aprovada pelos nobres parlamentares paranaenses, que prevê aposentadoria em torno de R$ 17 mil mensais. Deveriam lembrar-se que os funcionários públicos efetivos contribuem para a ParanaPrevidência e que os celetistas para o Regime Geral da Previdência (INSS), e que jamais atingirão um patamar deste, mesmo trabalhando diariamente e durante o tempo previsto de contribuição 30 ou 35 anos, com limitador de idade. Fica uma recomendação: deem um bom exemplo aposentando-se conforme prevê a ''lei'' para os agentes políticos, é o mínimo respeito que pedimos como contribuintes.
SÉRGIO ANDREKOWICZ (professor) - União da Vitória

Correção
- Diferentemente do informado na chamada de capa ontem, a imagem içada por superguindaste em santuário de Bandeirante é de São Miguel Arcanjo.

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