OPINIÃO DO LEITOR
O conto do contador
Era uma vez um contador que se tornou vice-rei. Certo dia, brigou com o rei e nunca mais foi trabalhar, mesmo assim continuou recebendo o seu salário. Quando o rei finalmente foi desmascarado, pois suas contas não batiam, o contador tornou-se rei. Fez de conta que era honesto, prometeu colocar as contas em dia e prestar contas aos súditos. Em seu primeiro dia como rei, o contador entrou no palácio levando nas mãos o Livro que nada tinha a ver com os livros de contabilidade. Passados 40 dias, os heróis do Gaeco - que não ficam contando vantagem - convidaram o rei-contador para tomar um cafezinho. Sem se dar conta, o contador contou que quando ainda era vice-rei, ele mesmo recebeu, contou, e repassou para o rei - que fez questão de contar - os 150 mil contos pagos para que ninguém contasse nada. O advogado do rei-contador falou que tudo que ele contou não poderia ser levado em conta, pois sem a presença do advogado, o que o homem conta, não conta! Você pode pensar que tudo isto não é da sua conta, mas se continuarmos elegendo e aceitando políticos corruptos, no final das contas, nós mesmos é que pagaremos esta enorme conta.
RUBEM DE OLIVEIRA CAUDURO (professor) - Brasília (DF)
Santo desfile
Quando dom Pedro 1º levantou a espada e gritou ''Independência ou morte'',
estava montado num cavalo, às margens do Rio Ipiranga (na viagem entre Santos e São Paulo), no dia 7 de setembro de 1822. Comparando este acontecimento com o desfile em Londrina, podemos achar algumas coisas semelhantes. A data foi mantida: comemoramos no mesmo dia 7. Se o trecho da viagem era abençoado (entre Santos e São Paulo), também tivemos nossos ''santinhos'' políticos sendo distribuídos. Alguns deles até estavam presentes no meio da multidão pecadora e triste com tanta lama. Quanto ao rio, temos nosso humilde Igapó, que ainda precisa ser purificado e respeitado. Ao final, também tivemos cavalos, não tão imponentes, mas que de toda forma deixaram suas ''marcas'' no asfalto, num sinal de protesto animal, quase dizendo: ''Ainda temos muita sujeira para limpar''. De toda forma, não devemos desejar o mal a ninguém, mas sim a morte à corrupção, à ignorância, à falta de civismo e ao analfabetismo. Tudo isto pode ser combatido com a espada justiceira do conhecimento. Viva nossa Independência.
AMARILDO PASINI (engenheiro agrônomo) - Londrina
Deitados em berço esplêndido!
Somos de uma época em que 7 de Setembro não era só um feriado nacional. De um tempo que os professores vibravam com a Semana da Pátria e nos passavam este sentimento de lealdade, fidelidade, sonho e esperança! Um tempo onde não se media o índice de aproveitamento escolar com o salário do professor! Uma época onde constava na grade escolar Educação Moral e Cívica e Organização Social e Política Brasileira e aprendíamos a reverenciar a Pátria e os grandes homens do passado que lutaram para que nosso país passasse por modificações. É uma pena ver tudo isso desvalorizar, ver a degradação dos valores onde políticos eleitos com nosso voto de confiança deixarem-se dominar pela mesquinharia de ter poder pelo dinheiro. Hoje minha esperança é de que possamos salvar nossos netos desta sujeira com ações que exemplifiquem o que é ter moral e viver bons costumes, o que é ser ético, honesto e idealista. Saudades da honestidade e trabalho de Wilson Moreira e do desempenho do professor Barros, secretário de Educação.
EDNA HERMETO DOS SANTOS (professora) - Londrina
Está faltando peão
A cadeira de prefeito de Londrina está parecendo burro chucro: sentou, caiu!
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé
Correção
- A foto publicada na matéria ''Metade dos prefeitos tem fazendas'' (Política, 3/9) não é do deputado federal Odílio Balbinotti (PMDB/PR), como indica a legenda, mas sim do deputado federal Valdir Colatto (PMDB/SC) que não é citado na matéria.
As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]





