OPINIÃO DO LEITOR
Roçando o quê?
A empresa terceirizada que realiza o trabalho em alguns pontos (canteiros, praças, etc.) está passando as roçadeiras na terra. Isso mesmo, em menos de 30 dias passaram três vezes pelos canteiros da Avenida Leste-Oeste. No dia 31/8 vi na esquina da Rio Branco com a Leste-Oeste o caminhão atrás para recolher o quê? As roçadeiras passavam e não achavam nada. Com a falta de chuva, a grama não cresce, nem o mato. Eles têm contrato por metragem, então como não tem nada para roçar por que não remanejam para uma área onde o mato e a grama estão altos? É um desperdício aquela turma toda com máquina andando sobre uma fina camada de grama minguada. Puro desperdício de dinheiro público, não?
FLORISVALDO CAMPANHA (vendedor) - Londrina
Cotas nas universidades
A sanção da lei sobre as cotas nas universidades públicas, reservando 50% das vagas para cotistas, sendo 25% para estudantes de escolas públicas e o restante para negros e índios, pune severamente quem investe em seus filhos para que encontre o caminho do curso superior. A punição é explicada na disputa das vagas que sobram ao reservar as cotas. O grau de dificuldade para entrar em uma universidade pública disputando 50% das vagas em determinado curso é muito maior do que os cotistas que têm sob e proteção da lei. Considero uma injustiça como foi conduzida a questão. Foi quebrada a segurança de igualdade, do equilíbrio da disputa com favorecimentos obscuros. Ao sancionar a lei, o governo assume publicamente que o ensino é fraco, cria o racismo declarado a duas etnias que outrora haviam se libertado e joga em cima de pais e filhos que investem em educação o ônus de sua incompetência. O governo deveria sim criar condições de igualdade para todos, criando bolsas em cursinhos pré-vestibulares, bancados pelo governo, para os menos favorecidos. Aí sim teríamos uma decisão madura de gente grande, que sonha com um Brasil que nos encherá de orgulho.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá
Pesquisa científica
A respeito da matéria ''É preciso aumentar o investimento em ciência'' (Entrevista, 2/9), gostaria de enfatizar que a ciência no Brasil é feita com malabarismo, mas frutos podem ser vistos em inúmeras áreas. Também gostaria de destacar as atividades científicas, em andamento desde março deste ano, que realizo junto a alunos das séries do ensino médio no Colégio Londrinense. São pesquisas científicas com temas variados, algumas até premiadas em feiras de ciências, outras servem para impulsionar o interesse pela pesquisa. Muda-se a cultura acerca da pesquisa no país com um trabalho de base, disseminando os procedimentos que envolvem a busca pelo conhecimento.
CLAUDIA BERGAMINI (professora) - Londrina
Eleição
Se curitibano não sou, orgulha-me ser cidadão paranaense. Sinto-me, portanto, vinculado à hospitaleira e encantadora cidade de Curitiba. Nesta condição, desejo que ela continue crescendo, cada vez mais, sem nenhuma solução de continuidade, governada por homens íntegros, de reconhecida idoneidade e de comprovada eficiência administrativa.
RUBENS VASCONCELOS CALIXTO (serventuário da Justiça) - Fênix
'Dotô' ou doutor?
Numa campanha eleitoral é muito bom que os candidatos e seus vices apresentem seu histórico de vida e currículo. No Brasil, lamentavelmente, alguns profissionais formados acabam sendo reverenciados pelos mais humildes com a denominação de ''doutor''. Isso já cria uma barreira social até mesmo de subordinação. Está na hora de esclarecer a opinião pública que doutor é quem tem doutorado e não simplesmente um curso de graduação superior. Afirmar o que não é também demonstra má-fé.
AMADEU VIEIRA SOBRINHO (corretor de imóveis) - Londrina
As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]





