OPINIÃO DO LEITOR
Arborização
A ferramenta Google Street View, que no mês passado disponibilizou as imagens da maioria das cidades brasileiras, nos ajuda ter uma melhor percepção do péssimo estado da arborização em Londrina. Enquanto em cidades como Maringá, Cianorte, Umuarama, Paranavaí é difícil encontrar uma rua que não se tornou um ''túnel verde'', em Londrina é o oposto: não se encontra um único túnel verde sequer. Todo o legado que o conceito de cidade-jardim deixou ao Norte/Noroeste do Paraná parece ter se perdido em Londrina. O mais preocupante é que a maioria (políticos e sociedade) parece não se importar. Enquanto as cidades vizinhas impressionam com o seu verde exuberante, Londrina está se tornando rapidamente um deserto de concreto.
YURI ANDRADE (estudante) - Londrina
Desempenho no Ideb
Senhores candidatos à Prefeitura de Londrina, escola em tempo integral não é sinônimo de melhora na aprendizagem de leitura, escrita, aritmética. Portanto, digam-nos com clareza o que farão para tirar Londrina do fundo do poço do
Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb)?
LUIZA LEONOR CAVAZZOTI E SILVA (professora) - Londrina
A mazela do ensino público
Se fôssemos aplicar a realidade do ensino público no Brasil, o Ideb estaria bem próximo de zero. O ensino médio, então, é ainda mais catastrófico com altíssimo índice de evasão, principalmente, no período noturno, e também de reprovação, apesar dos empurrões que levam o aluno à série seguinte. Bons tempos aqueles em que o 4º ano primário valia bem mais que muitos cursos de graduação dos dias de hoje. Que futuro!
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé
Mensalinho e mensalões
Lendo as diversas notícias deste jornal me deparo com fatos que dão a dimensão de um mesmo assunto. A queixa-crime de uma funcionária pública contra um vereador durante o processo da investigação de uma CP e o afastamento de um funcionário público, ex-secretário municipal, suspeito de facilitar uma empresa participante de licitação, e chego à conclusão: falta ao funcionalismo público amor à função e uma boa dose de civismo e coragem. Coragem como teve a a bancária Danevita de Magalhães, ex-petista que denunciou os contratos de propaganda fraudulentos da DNA Propaganda dentro do BB que deram veracidade à ação penal 470, o chamado mensalão.
SAULO REGIS DE OLIVEIRA (agricultor) - Londrina
Fazer o bem sem ver a quem
Carlos Roberto Miranda, meu pai, não mais escreverá neste espaço cidadão da FOLHA. Nos últimos anos se tornou normal ele escrever aqui dando sua opinião. Como era coerente com seu estilo de vida, criticava as atitudes que considerava desonestas ou imorais dos poderosos da cidade. Criticava por que tinha fibra moral para isso. Achava injusto o tratamento dado pela Prefeitura às instituições de caridade. Ele mesmo refundou e dirigiu por 35 anos o Instituto dos Cegos de Londrina, e tinha um amor profundo pelos três: o instituto, os cegos e Londrina. Apesar de nunca ter recebido um centavo para isso, trabalhou para eles até os últimos dias de sua vida. Ainda que sabendo ser portador de um câncer incurável, nunca reclamou de sua sorte e continuou fazendo aquilo que as religiões pregam, mas ninguém pratica: fez o bem sem ver a quem. E a quem nunca o viu. Ainda na semana passada pensava na clínica de prevenção à cegueira, numa nova piscina para fisioterapia dos paralisados cerebrais, uma nova esperança para polideficientes. Tinha 72, mas atitude de quem acabou de descobrir como se pode ser feliz fazendo outros felizes. Ele não vai mais escrever nesta coluna. Agora ele vai escrever nas nuvens do Céu. Em Braille.
CARLOS ROBERTO DE RESENDE MIRANDA (médico) - Ibiporã





