Mensalão
O julgamento do mensalão pelo STF nos faz enxergar um poder até então longe da mídia, discreto e sob todos os aspectos livre de qualquer suspeição nos seus julgamentos. A despeito dos desentendimentos entre os ministros Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes, onde o primeiro acusou Mendes de estar destruindo a credibilidade do Judiciário e de andar com capangas em Mato Grosso, o que víamos era um Tribunal respeitado e de pessoas fazendo valer a justiça doa a quem doer. Porém, com o julgamento do mensalão sendo exposto diariamente na mídia e também com exposição maior do STF e dos ministros, paramos para pensar se de fato a justiça está sendo feita. A começar pela forma inadequada da escolha dos membros desse poder - são escolhidos pelo presidente da República e lá ficam até se aposentarem aos 70 anos, geralmente o escolhido é alguém ligado à Presidência ou ao partido que está no poder. A partir do voto do ministro relator Ricardo Levandowski - como sugeriu a charge da FOLHA de 25/8 - fica a reflexão se por interesse de A ou B, a votação no STF não está sendo direcionada por mais ministros para debaixo do tapete. É inegável que houve neste país um esquema de favorecimento a agentes públicos antes jamais visto e votar absolvendo estas pessoas flagradas por conversas telefônicas ou em vídeo é chamar o povo de idiota e isso nós não somos. Por isso, senhores ministros cumpram seu dever, doa a quem doer.
MARCOS RICARDO GOMES (técnico administrativo) - Londrina

Ensino público em xeque
Ótima a reportagem ''Sinal vermelho nas escolas públicas'' (Reportagem, 26/8) que trata de maneira ampla os aspectos do ensino médio, desde a gestão até a indisciplina dos alunos, passando pela família evidentemente como parte significativa do processo. Como psicólogo, atuo nas consequências das disfunções do sistema e que muitas vezes passa pela estigmatização e rotulação pejorativa dos alunos. Estes, por sua vez, dão o troco ao sistema e a seus mais diretos e próximos executores: os professores, na maioria das vezes vítimas de um processo desde a sua formação, atualização e atuação. Sugestões: escolas analisarem a presente reportagem, e similares, formalmente em reuniões de professores para propor soluções alternativas locais, regionais e para o Estado. O sistema incluir psicólogos na rede escolar para trabalhar preventivamente junto aos alunos em parceria com os pedagogos.
JOÃO GARCIA DE CAMPOS (psicólogo) - Porecatu

Declaração de Lula
Segundo declarações dadas pelo ex-presidente Lula ao jornal New York Times, o mensalão não existiu. Existiu o que, então? Isso está mais que diagnosticado como ''megamensalão''. Tem hora que os caras têm que baixar a cabeça e aceitar os fatos. Quanto à próxima eleição, ele afirmou que Dilma é sua candidata, com certeza, ela será reeleita. Pelo menos ela teve ''peito'' para enfrentar as adversidades, colocou muita gente para fora e jamais ficou declarando que ''não sabia de nada''. Se for melhor para o povo brasileiro, que assim seja.
MARIA REGINA M. REYES (encarregada administrativo) - Londrina

Ações do Gaeco
Mais uma vez temos que nos congratular com os integrantes do Gaeco de Londrina. Quem acompanha o que acontece no país, nem que seja pelas notícias que saem nas colunas dos jornais de circulação nacional, sabe hoje que nossos ''meninos'' deram um tiro certeiro que vai ter um alcance bem maior do que muitos imaginam. Parabéns, delegados, promotores e funcionários do Gaeco! Que bom que vocês existem!
NINA CARDOSO (psicóloga) - Londrina

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