OPINIÃO DO LEITOR
Ensino público
Muito relevante a matéria ''Sinal vermelho nas escolas públicas'' (Reportagem, 28/8). É possível observar o descaso e a falta de seriedade com que o governo trata a educação. Ao invés de investir em condições dignas de trabalho para o professor, como melhor infraestrutura, formação continuada, melhoria salarial, o ministro da Educação acredita que a solução está em modificar o currículo. Claro, afinal isso é muito mais barato. Que padrões o ministro utilizou para definir esse currículo? Como os professores ficarão distribuídos dentro dessas novas áreas de ensino? Ou pretende-se, com o que eles chamam de ''interdisciplinaridade'', que um único professor formado em Física, Biologia ou Química dê conta de ensinar todas as matérias referentes às Ciências da Natureza? Talvez, o ministro ignore que a exigência básica para ensinar algo é o conhecimento do conteúdo, que é complementado por demais conhecimentos como os pedagógicos. É preciso a manifestação dos professores e alunos com relação a isso. Não podemos permitir que o ensino seja tratado pelo governo como um rato de laboratório, onde fazem experiências para ver o que pode funcionar. Estamos falando de seres humanos, com direitos básicos e que devem ser respeitados. Quer realmente melhorar a educação senhor ministro? Invista, mas invista de verdade e não fique apenas com demagogias, pois se de fato entendesse algo de Educação, veria que apenas modificar o currículo não muda nada, conforme já foi apontado por diversos trabalhos sérios a respeito do assunto.
ADRIANO JOSÉ ORTIZ (professor) - Londrina
Arrombamentos na Sergipe
Os comerciantes da região da Rua Sergipe, mais especificamente próximos ao Camelódromo, estão indignados com a falta de segurança do local. Já foram 5 estabelecimentos arrombados, em aproximadamente um mês. Há uma câmera de segurança instalada por autoridades para inibir a ação de possíveis infratores, mas nem assim adianta. Os crimes ocorrem normalmente à noite, comprovando a falta de fiscalização por parte da polícia e o descaso daqueles que deveriam promover a nossa segurança. É inconcebível que trabalhadores que cumprem as normas, trabalham dentro das leis e pagam seus impostos sejam lesados com prejuízos cada vez maiores, decorrentes da falta de segurança pública, que é um direito de todos, e acima de tudo um dever do Estado.
WILSON ITIROW SEKIAMA (comerciante) - Londrina
Mensalão
Se o STF fosse duro e firme, ninguém brincava de fazer política no Brasil. Enquanto o ministro Joaquim Barbosa é aplaudido, o ministro Ricardo Lewandowski serviu o primeiro pedaço de fatia da pizza ao povo brasileiro. Uma cabeça, duas sentenças. Por que o raciocínio que valeu para condenar um não valeu para o outro? É por isso que o interesse do público ainda é mais pela telenovela Avenida Brasil. É que no mensalão já conhecemos os atores e a trama: ninguém sabia, ninguem viu. As duas tramas fazem o povo esquecer que a melhor das espertezas é ser honesto.
MÁRIO FUZETO (técnico contábil) - Itambaracá
Crise europeia
Portugal está vendendo suas peças em ouro. Ouro que levaram daqui quando nosso país era colônia. A Grécia está estudando como vender algumas ilhas. Tudo em nome da sobrevivência de um povo. E o Brasil, vai vender o quê? Se a moda pega! Temos que pensar em nossa soberania nacional. Esse negócio de moeda única, lá na Europa, os mais espertos sairam-se bem e os outros estão nessa agonia. Reflitamos.
ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina





