'Restauração' da Maringá
Em finais dos anos 70, o Brasil amargou o que décadas depois ficou sendo conhecido como a ''década da engenharia perdida'', caracterizada por obras ciclópicas às quais, sem exceção, simplesmente ignoravam um detalhe: a presença humana, usufruindo delas, o que era algo impraticável, pois sintomaticamente não se pensava ''nisto'', apesar da bronca dos arquitetos, tido por ''românticos'' à época. Trafegando pela plana e cada vez mais elegante (agora, não mais) Avenida Maringá, me estarrece testemunhar a adoção de práticas que imaginei extintas de um mau urbanismo, lá se vão 30 anos. Aliás, a Cidade-Canção que homenageamos deveria nos processar pelo mau uso da marca, bem como o MP deveria suspender a empreiteira, pois escreveram ''restauração'' na placa, mas trata-se mesmo é de uma ''devastação''. Nossa originalmente bela e ex-cidade jardim vai se tornando uma São Paulo em escala, com o que esta exibe de pior para inspirar-nos. E vivas aos automóveis individuais de duas toneladas para seis passageiros levando um só a bordo, com propulsores monstruosos devorando combustíveis fósseis irrenováveis, em pleno século 21.
CHRISTIAN STEAGALL-CONDÉ (arquiteto) - Londrina

Famílias
Não vi na TV a matéria citada pelo sr. Mario J. Cebulsky (Opinião do Leitor, 23/8), mas sei as consequências que os atos citados geraram. Não considero correto o que fizeram, apenas pela escolha do local onde se manifestaram. Mas devemos atentar que as pessoas que o fizeram tinham, todas, acima de 24 anos. Provavelmente, todas oriundas de ''famílias equilibradas, alicerçadas por um pai e uma mãe''. Não defendo qualquer posicionamento nesta área, pois considero que cada ser humano tem todo o direito de definir sua sexualidade como bem entender. E acredito também que leis são leis e crenças são crenças. E que umas não devem ser misturadas com as outras. A Idade Média é uma grande prova de que isto não dá certo.
NINA CARDOSO (psicóloga) - Londrina

Proposta eleitoreira
Não é possivel que a Justiça permita que os vereadores de Londrina usem de seu mandato em um ano de eleição para aprovar essa redução na passagem do transporte coletivo aos domingos. Eles itveram quase quatro anos para isso. É uma atitude de má-fé e desrespeito aos outros concorrentes para se beneficiarem e posarem como salvadores da pátria. O correto seria os candidatos à reeleição afastarem-se de seus cargos, assim como é para os outros. Seria mais justo e honesto.
JULIO RODRIGUES DE MELLO (vigilante) - Londrina

Educação de qualidade
É preciso investir na formação de crianças e adolescentes, na qualificação dos professores, em estruturas para as escolas e na melhoria dos livros didáticos. Se quisermos realmente melhorar a qualidade da educação é preciso investir nisso. Os livros didáticos que vêm para as escolas contêm um verdadeiro ''pout-pourri curricular'', que não favorece o processo ensino-aprendizagem, mas sim as editoras e pouco têm colaborado com a qualidade do ensino. Em vez destes, deveria ser enviado às escolas livros didáticos nos moldes daqueles adotados pelas escolas particulares, caso contrário, o aumento dos investimentos do PIB na educação não surtirá os efeitos desejados.
JOSÉ SIQUEIRA DA MATA (professor) - Jaboti

Charge da FOLHA
A charge de Marco Jacobsen da edição de ontem da FOLHA mostrando nossa presidente levantando peso e amargando uma medalha de bronze (Opinião do Leitor), merecia nada menos do que ''medalha de ouro''. Quando se trata de carregar o Brasil de hoje, onde a corrupção pesa tanto a ponto de descadeirar qualquer cidadão, não é para qualquer um.
ROSE MARIA OZÓRIO (assistente administrativo) - Curitiba

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