'Homens de fé'
Quantas cenas deprimentes presenciamos no dia a dia nos noticiários brasileiros. Há pouco tempo as emissoras de TV mostravam a ''oração da propina'' na qual políticos crápulas, ardendo em fé, agradeciam ao Senhor pelas ''benesses recebidas''. A FOLHA registrou durante o processo de cassação na Câmara um grupo de pastores com imposição de mãos orando pela absolvição do ex-prefeito Barbosa Neto. Tamanha é a banalização de Deus que é comum ver jogador de futebol levantando as mãos para o céu conclamando a Deus que permita a bola entrar no gol e a sua frente o goleiro se posiciona fazendo o mesmo pedido. Se de fato são homens de fé, os rezadores que se convençam da culpa do ex-prefeito, inclusive ele, pois o juiz supremo confirmou as verdades do Gaeco. Também o ''justo e honesto'' vereador Roberto Fú reveja seu voto contrário ou faça como eu que começo a duvidar da tal ''religião''.
RUBENS ROMAGNOLLI (engenheiro civil) - Londrina

Estádio do Café
Lembro-me que o saudoso ex-prefeito Wilson Moreira costumava sentar com as pessoas (principalmente os empresários) e negociava o que era bom para a cidade. Foi assim com o Terminal Urbano e a empresa que operava o transporte coletivo na época. Chegou a hora desta administração fazer o mesmo com o pessoal da SM Sport e negociar a reforma do gramado do Estádio do Café já que a empresa vai lucrar com os jogos lá e a cidade está sem o dinheiro para fazer a reforma. A SM é uma empresa como outra qualquer que visa lucro, mas precisa de matéria-prima. É só negociar como fazia com maestria o sr. Wilson Moreira que sempre visou os interesses da cidade e jamais o interesse próprio como temos visto ultimamente.
GILMAR RODRIGUES CORDEIRO (contador) - Londrina

Procuro um lugar 2
Fantástico o comentário do leitor Paulo Acquarole (Opinião do Leitor, 19/8). Permita-me inserir alguns tópicos na sua relação que define o lugar que procuramos: procuro um lugar onde não haja inversão de direitos, ou seja, os bandidos devem ficar atrás das grades, ao invés do cidadão de bem que tem nas suas moradias grades de proteção similares às das delegacias; onde os direitos humanos tenham preocupação com as pessoas de bem, ao invés dos bandidos; onde os filhos dos pais assassinados por bandidos tenham uma bolsa mensal, ao invés dos filhos dos assassinos; onde a arrecadação dos nossos tributos tenham como contrapartida educação, saúde, habitação, etc; onde os políticos não governem em causa própria, e sim, pelas causas do cidadão; onde não se tenha tantos partidos políticos, os quais, na sua maioria só aspiram ao tomá-lá-dá-cá; onde nas escolas tenhamos a disciplina de cidadania, OSPB, moral e cívica; onde os professores sejam respeitados pelos alunos; onde o menor possa trabalhar, ao invés, de poder fazer filho, votar e matar.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina

Abuso bancário
Minha mãe tem 88 anos de idade e recebe sua aposentadoria. Dias atrás, recebeu um cartão de crédito do banco sem nunca tê-lo solicitado, mesmo porque não precisa. O cartão foi devolvido à gerente da conta para ser cancelado. Ao tirar um extrato da conta corrente para conferência, observei o lançamento de débito da anuidade do cartão. Considero isto uma afronta, um desrespeito completo à figura dos clientes, pessoas que confiaram no banco e que são por ele lesadas de várias formas. Este ato configura um furto no bolso da pessoa e é inadmissível que isto ocorra em nossos dias. Esse estabelecimento bancário deveria ser penalizado sem que a pessoa prejudicada tivesse que ir procurar seus direitos, através do Procon ou do Juizado de Pequenas Causas. Desse jeito, fica claro que quem ganha sempre é o infrator. É justo?
MILTON DE CASTRO (corretor de seguros) - Londrina

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