OPINIÃO DO LEITOR
Preços dos combustíveis
O que se gasta para publicar em jornais e outros meios de comunicação sobre as variações dos preços dos combustíveis poderia ser suficiente para baixar, substancialmente, os seus valores. O que se gasta com Procon e outros serviços para falar, fiscalizar e controlar os aumentos desses preços também poderia servir para reduzir um pouco mais. Bastaria que o governo fixasse os preços de todos os combustíveis e nós próprios, consumidores, seríamos os seus fiscais e ainda evitaríamos gastos de tempo e de combustível para procurar postos com menores preços. Quais seriam os inconvenientes desse sistema? Tirar a liberdade de livre comércio? E tirar a liberdade do povo todo de ser bem servido e de não ser vigarizado não conta? Se se fixa os salários dos professores, dos policiais, dos aposentados e de milhões de outros seres humanos, ditos de igualdade de direitos, durante vários anos, qual seria o inconveniente de fixar os preços desses produtos que afetam a todos nós?
ABEL AGAPITO DE FREITAS (engenheiro agrônomo) - Londrina
Nobre profissão
Tenho uma admiração muito grande pela profissão de advogado e tenho muitos amigos, parentes e conhecidos que exercem tão nobremente esta função, provomendo justiça, fazendo valer os direitos e deveres dos cidadãos. Entendo apenas que para as causas criminais e eleitorais (que às vezes se confundem) deveria existir regras e normas de condutas diferenciadas, uma vez que nestes casos existem de um lado do processo cidadãos inocentes que são brutalmente prejudicados pelas atitutes e comportamentos dos clientes dos advogados. Pela legislação atual e pelas normas da OAB, o advogado defende (de forma legal) seus clientes sem a certeza de que estarão promovendo justiça ou, muitas vezes, sabem que seus clientes são culpados, mas isto pouco importa para sua atuação. Entendo e saliento que para crimes, principalmente eleitorais que se relacionam e afetam diretamente a população, deveria o profissional de Direito ser mais cobrado e penalizado em casos sabido de culpabilidade do réu. Vejam o exemplo do julgamento do mensalão, todos sabem que existiu e todos os advogados usam e abusam de argumentos técnicos para inocentar seus nobres clientes, sem preocupação com o povo que agoniza sem segurança, educação, saúde e trabalho.
GILMAR APARECIDO CERQUEIRA (administrador de empresas) - Londrina
Vice não representa nada
A reportagem ''Prefeituráveis assinam Plano de Transparência'' (Política, 15/8) evidenciou a ausência dos candidatos Luiz Eduardo Cheida e Barbosa Neto, que foram representados pelos seus vices. Poderiam os vices assinarem o Plano de Transparência? O que os vices assinaram será respeitado pelos cabeças de chave? Para que possamos responder a esses questionamentos vamos voltar ao passado, não tão distante, ou seja, a gestão Barbosa Neto, o qual desautorizou publicamente um posicionamento do seu vice, o que culminou com o distanciamento entre ambos. Diante disso, gostaríamos de saber o motivo que definiu a ausência de Barbosa num ato tão importante para a administração da nossa cidade. Será que ele está com perspectiva de ser o próximo prefeito de Londrina, e com isso, não quer ter que cumprir o Plano de Transparência, por ter sido assinado pelo seu vice?
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina
Compra de votos
A lei proíbe que um político compre votos para sua eleição, mas permite que os candidatos sejam vendidos. As doações que grandes empresas fazem para as campanhas não passam de compra de favores políticos. Creio que estão comprando os candidatos. Já houve casos onde empresas fizeram doações para os dois candidatos do segundo turno. O Tribunal Regional Eleitoral deveria exigir dos partidos os nomes das empresas e das pessoas físicas que efetuam as doações, antes das eleições, para que os eleitores tomem conhecimento de quem são os compradores de candidatos.
TOCHITANE MITSI (aposentado) - Londrina





