Polícia
Nesta época em que a violência paira sobre nossa cidade, à semelhança de outras, desejo passar uma pitada de otimismo. Há alguns dias, meu filho estacionou o carro em frente de casa, cerca de 21 horas, apenas para apanhar um documento que lhe faltava. Mal havia entrado, ouviu o ruído do carro. Correu para a calçada e avistou o veículo já na esquina. Imediatamente telefonou para a polícia dando ciência do ocorrido. Em cerca de cinco minutos, três policiais em suas motos compareceram para conhecer os detalhes. Não havia decorrido meia hora quando recebeu o telefonema de um dos policiais, informando que o automóvel já havia sido localizado, embora os ''amigos do alheio'' tivessem fugido quando perceberam a aproximação da viatura policial. Meu filho pretendeu oferecer uma gratificação e ficou agradavelmente surpreso quando lhe disseram que o reconhecimento do trabalho que executaram já lhes bastava como recompensa. Toda nossa família teve a saborosa sensação de viver num país altamente civilizado. A esses policiais anônimos, que honram a profissão que abraçaram, nosso mais profundo reconhecimento e consideração.
JOSÉ CARLOS GUITTI (médico) - Londrina

Influência das novelas
As telenovelas são indispensáveis para o dia a dia das pessoas, tão ''importantes'' e naturais como o arroz e o feijão. Enquanto a evangelização prega valores cristãos, as novelas instituem antivalores ao público, incentivando os chamados pecados capitais: inveja, ira, ganância, luxúria, gula, preguiça e sorberba. Em muitas cenas podem ser vistos casais não casados vivendo a vida sexual, a explicidade sexual e o adultério, e isto em horário em que as crianças e os jovens estão na sala. Os valores cristãos estão sendo afetados pelo mau uso da mídia. Os enredos são cuidadosamente selecionados para antigir o público com temas comuns e rotineiros que levam o telespectador a desejá-los. Algo que víamos como absurdos, agora já não são, porque as novelas os tornaram normais e banais.
ANA CAROLINE PEDRAZANI (estudante do Ensino Médio) - Londrina

Bandeira branca
Os partidos políticos da minha cidade já declararam a guerra das bandeiras. Uma de cor amarela e outra de cor vermelha. Mas um cidadão muito sábio e correto sugeriu uma terceira bandeira, sem partido e de cor branca. Seria o símbolo do voto pacífico, inteligente e limpo. Ela representaria o eleitor que não se deixa enganar pelas artimanhas dos partidos e vota naqueles candidatos que já trouxeram algun benefício para a cidade, como empregos e oportunidades. Seria também a cruz para os politiqueiros profissionais que passaram a vida toda mamando nas tetas dos cofres públicos e enganando o povo com promessas e falsas simpatias. Então, uma salva para a cruz, digo, para a bandeira branca.
ALICIO MASSAN (engenheiro agrônomo) - Santa Mariana

Democracia televisiva
Em pleno século 20 temos de aturar briguinhas entre canais de televisão na cobertura da Olimpíada, onde respeitados atletas são as estrelas brilhantes para o mundo. Esse tipo de concorrência não leva a nada senão à decepção. Já tivemos cobertura real a todo tempo sobre tudo e a todo momento com imagens emocionantes de nossos queridos e verdadeiros astros do esporte mundial que sempre nos proporcionaram momentos ímpares de felicidade. Esta última cobertura exclusiva da Olimpíada na TV aberta deixou a desejar.
NATHANAEL DA SILVA (projetista) - Londrina

Desleixo
Sexta-feira ocorreram mais dois acidentes na PR-445 nas proximidades da empresa Imcopa, em Cambé. Sábado de manhã mais um na região de Sertaneja. Vidas são ceifadas pela ganância do homem. Uma empresa que cobra uma tarifa exorbitante de pedágio e nada faz para nós usuários. Um governo que não vê e não fiscaliza. Que vergonha!
DJALMA SANTOS GOMES (empresário) - Londrina

Correção
- Ao contrário do informado na matéria ''Time de vôlei condenado a pagar ex-jogadores'' (Esporte, 14/8) foram condenadas na ação a Fundação de Esportes e o município de Londrina.

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