OPINIÃO DO LEITOR
Mais veículos para quê?
Sobre a notícia de que as vendas de veículos bateram recorde em julho, precisamos avaliar se isso é motivo para comemorar. As contantes trocas de modelo, frisos, faróis e detalhes, os lançamentos dos modelos do ano que vem a partir de maio deste ano só servem para desvalorizar os veículos que temos, ou seja, é perda de patrimônio. As facilidades de impostos e financiamentos a longo prazo incentivados pelo governo significam lucro às montadoras, já que compramos nossos carros pelos preços mais caros do mundo se comparados com a renda da população e o lucro para os bancos, pois 1% ao mês não é favor para ninguém. A população precisa aprender que ter carro não é sinônimo de status, praticidade ou de riqueza e sim uma fonte inesgotável de despesas com absoluto descomprometimento do governo que não incentiva os transportes públicos, a melhoria no trânsito das cidades, nas vias e rodovias nem mesmo na segurança de nosso patrimônio.
Custo político
Duas questões me vêm sempre à memória quando penso no sistema eleitoral brasileiro e nos nossos políticos. Primeiramente, chama a atenção o fato de uma campanha a prefeito de Londrina chegar a custar R$ 5 milhões para um cargo que renderá, em quatro anos, pouco mais de meio milhão, a conta não fecha. Segundo, salta aos olhos ver um político ganhar uma eleição e pouco tempo depois já ser dono de um patrimônio de fazer inveja a qualquer cidadão que, mesmo trabalhando diuturnamente, mal conseguirá no final de sua vida ter o suficiente para o seu sustento. O cidadão brasileiro não aguenta mais bancar essa classe que pouco contribui para o desenvolvimento de uma cidade, de um estado e de uma nação. É muito dinheiro investido pelo pouco retorno que dá. Temos que repensar tudo isso e fazer valer o direito de todos e não apenas dos que estão no poder. Afinal, o poder de fato pertence ao povo. Eles deveriam apenas exercê-lo em nosso nome. Aceito sugestões.
Julgamento do mensalão
Após mais de dez anos dessa explícita roubalheira do dinheiro do povo, finalmente (espera-se, pelo menos) o julgamento todos esses larápios do dinheiro público. O correto seria a prisão dos envolvidos desde a época em que veio à tona o caso. Não podemos nos fiar que os ministros do STF aplicarão as penas merecidas a cada um dessa caterva, pois nos inúmeros casos já vistos prevaleceu a mão leve na caneta no momento da sentença, numa nítida demonstração de que o crime compensa nessa questão.
Obras na Rua Maringá
Incrível, as obras na Rua Maringá nem começaram e já surgiram as reclamações. Primeiro foi sobre o canteiro central que é muito estreito e já existem trechos destruídos pelos motoristas irresponsáveis que temos em Londrina. Ao invés de plantarem grama no canteiro central, colocaram aquele piso parecido com o do Calçadão. Não seria melhor plantarem grama e árvores menores como na Avenida Celso Garcia Cid?
Direito a acompanhante
De acordo com o artigo 16, Capítulo IV, da Lei 10.741, de 1 de outubro de 2003 (Estatuto do Idoso) é assegurado ao idoso internado ou em observação o direito a acompanhante, devendo o hospital proporcionar as condições adequadas (pernoite e três refeições, independentemente do plano de saúde) para a sua permanência em tempo integral, segundo o critério médico. Divulgar essa informação deveria sera de responsabilidade dos hospitais e planos de saúde.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina
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