OPINIÃO DO LEITOR
Esperança, última que morre
O julgamento dos mensaleiros pelo STF está despertando na sociedade aquela velha esperança de enterrar de uma vez por todas o coronelismo, os feudos políticos e a preguiça do sistema. O STF tem a oportunidade de virar a página e escrever a nova história do Poder Judiciário. Porém, o despertar da sociedade esbarra na sonolência dos nossos ministros que, sem constrangimento, dormem em pleno expediente, enquanto os advogados dos mensaleiros estão acordados e alertas, desqualificando as denúncias ofertadas pelo Ministério Público Federal e as evidências mais elementares desse que foi o maior roubo ao bolso do contribuinte brasileiro. O tom de julgamento já foi dado e a sentença é bastante previsível. Já podemos afirmar que nenhum cacique do mensalão vai para trás das grades, nada de toda grana roubada vai voltar aos cofres públicos e se alguém nesse mar de tubarões tiver que pagar o pato será o lambari. Assim, continuaremos a esperar por autoridades que tenham coragem de mexer nas castas entranhadas nos poderes públicos do Brasil, pois a esperança é a última que morre.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina
Mensalão
Um advogado londrinense atuou esta semana na defesa de um dos réus filiado ao Partido Progressista, envolvido até o pescoço naquele rumoroso escândalo de corrupção chamado de mensalão. Filho do antigo redator da Folha de Londrina, o baiano Edilson Leal de Oliveira, Marcelo Leal repetiu a deslavada tese dos seus colegas que já atuaram: negou peremptoriamente a existência do mensalão o que, convenhamos, não convenceu ninguém. Outro fato que chama a atenção dos brasileiros que vêm acompanhando pela TV o maior julgamento da história do Supremo, é a possibilidadce de dois defuntos virem a ser responsabilizados pelos crimes: um diretor do Banco Rural e um deputado federal do PP do Paraná. Ali está a nata dos advogados criminalistas do País e os maiores contratos de honorários da história, tentando ofuscar a esperança de toda a população em ver na cadeia os protagonistas dos crimes que abalararam uma nação.
ANTONIO DA SILVA PINHATARI (aposentado) - Londrina
Diogo Silva, o brasileiro
Estamos vendo nas Olimpíadas grandes conquistas e decepções. Quinta-feira, o Brasil esteve representado no taekwondo mais uma vez pelo grande Diogo Silva e seu treinador Fernando Madureira. Diogo não conseguiu a medalha que tanto almejava. Essa situação causou grande frustração ao atleta que fez duras críticas à forma como o esporte é tratado no Brasil. Diante dos fatos, Diogo Silva é medalha de ouro no seu esporte e no seu país. Ele é a cara do brasileiro guerreiro que luta até o fim para a conquista de seus objetivos. Diogo é espelho para muitos jovens e um exemplo a ser seguido. Se alguém errou, tenho certeza que não foi Diogo Silva e sim quem deixou de investir nele, pois campeão ele sempre foi e será para todos nós.
MARLON CEZAR RODRIGUES (contador) - Foz do Iguaçu
Políticos idealistas
Em um país no qual políticos idealistas renunciam mandatos de deputado e até de senador para serem prefeitos de municípios onde o salário muitas vezes não ultrapassa o valor de R$ 10 mil, não poderia haver tantos escândalos de corrupção.
TOCHITANE MITSI (aposentado) - Londrina
Consumo da maconha
Achei o máximo o Editorial ''Consumo da maconha'' (Opinião, 3/8). Um drogado não vive e não pensa direito, nem consegue trabalhar, entre muitos outros males. Liberaram as drogas em algumas regiões da Holanda e foi um desastre. Muitas pessoas se acabaram consumidas pelas drogas. Eles são as vítimas, assim como suas famílias, que se afundam juntos. Penso que liberar a maconha é liberar o vandalismo, é apoiar o crime organizado e não pensar nas gerações que vêm pela frente. Fiquei preocupado quando o voto bem baseado do STF liberou a marcha da maconha. Quais serão as próximas vontades a ser liberadas?
MÁRIO FUZETO (técnico em contabilidade) - Itambaracá





