OPINIÃO DO LEITOR
Todos sabiam, menos o juiz
Semana anterior ao 30 de julho: Londrina se prepara para o julgamento que decidirá pela cassação ou não do então prefeito Barbosa Neto. Todos se organizam: militâncias, contra e a favor da cassação, se articulam para pegar senha para entrada na Câmara; o Batalhão da PM escala policiais para a segurança do local do julgamento; advogados de defesa e acusação trabalham arduamente em prol de suas convicções; a imprensa se mobiliza para dar flashes ao vivo e on-line de cada movimentação na Câmara. Eis que o ''dia D'' chega. No alvoroço da audiência, seis advogados de defesa se revezam no trabalho: três se intercalam no púlpito - procurando formas atrasar o julgamento - e outros três buscam brechas no Judiciário para suspender a sessão. Enquanto os prós comemoravam a cassação, o juiz Álvaro Rodrigues Júnior desprezava a decisão da Câmara de Vereadores e decidia que o prefeito que acabara de ser cassado poderia sim concorrer na eleição. Quando questionado, principalmente por jovens, do porquê de um prefeito cassado poder se candidatar à reeleição, fico sem resposta. Digo então: pergunte ao juiz.
VALTER ORSI (empresário) - Londrina
Povo prejudicado
Está na hora de o Brasil dar um basta nos movimentos grevistas. A população do nosso país não tem que pagar por atitudes de pessoas irresponsáveis que pensam que têm o poder de decisão. Aquele que não está satisfeito com sua remuneração, seja corajoso, e vá buscar um novo emprego se acredita no seu potencial. O Brasil não está preparado para a democracia, pois esses grevistas confundem liberdade com libertinagem. Saudades do Brasil administrado pelos militares. Salve as Forças Armadas do Brasil.
MILTON RUÍZ (gerente de pós-vendas) - Londrina
Avicultura
A avicultura no Brasil passa por um momento extremamente delicado, sendo considerado a pior crise já vivida pelo segmento, face a alta nos preços dos insumos que estão potencializando de forma decisiva os custos de produção. Consta que foi entregue em 31/7 pela União Brasileira de Avicultura para o ministro da Agricultura uma lista de reivindicações para ''resgatar'' a atividade. A lista inclui leilões de milho e sobretudo o compromisso e a intervenção do governo para garantir o fornecimento de alimentos e oferecer linhas de crédito para os ''avicultores e abatedouros''. O segmento, que emprega tantas famílias e fomenta o crescimento econômico de várias regiões, espera do governo federal uma atitude semelhante à dada ao setor industrial de veículos, como a redução do IPI que evitou a retração do setor. O Brasil é considerado o maior produtor de aves do mundo e a região Sul se destaca pela concentração de avicultores. Não seria o caso dos governos do PR, SC e RS se unirem em uma frente para fortalecer essas reivindicações. Salve a avicultura do País.
GHIARONI PROCÓPIO DO MONTE (bancário) - Prado Ferreira
Reteste do Detran
Discordo do estudante Lukas H. dos Santos (Opinião do Leitor, 30/7), o Detran está correto com as reprovações, pois todos os jovens querem tirar a CNH, quando completam 18 anos, justamente para saírem dirigindo de qualquer jeito nas cidades e rodovias. É só ver nas estatísticas dos acidentes de trânsito quem estava ao volante. Pela tão pouca experiência e idade, os jovens acabam com suas vidas e a de inocentes. Um dos primeiros erros do condutor é saber usar a seta ao virar as esquinas; usar sempre a buzina quando necessário nos lugares certos; não beber ao volante; madames não carregar cachorros soltos dentro do carro, como se fossem gente; falar ao celular dirigindo, etc. Tudo isto é passivo de multa e perda de pontos na carteira de habilitação. Todas as cidades de médio porte deveriam ser rigorosas com seus motoristas. Talvez, o Paraná não se destacasse tanto negativamente com tantas vidas ceifadas no trânsito.
ANCILON DE SÁ NETO (microempresário) - Campo Mourão





