Políticos cada vez mais ricos
O socialismo foi uma utopia maravilhosa em que o mundo se transformaria e não haveria mais o capitalismo selvagem que acumulava bens provocando as desigualdades sociais. Os sonhos acabaram, o marxismo já era e vemos descortinar-se diante de nós alguns ficando mais ricos e outros, desumanamente, passando até fome. Lamentavelmente, os políticos espertos com bolsos cheios de dinheiro conseguem ''comprar'' ou ''vender'' suas mentiras eleitoreiras. Exercendo um jornalismo sério, o repórter José Lázaro Jr. fez a boa reportagem ''Oito deputados engordam patrimônio'' (Política, 19/9) mostrando as fortunas acumuladas em tão pouco tempo. Qual é o milagre? Será que não somos culpados por permitir isso? Se direcionarmos mal o voto, nada vai mudar. Temos que valorizar o ato democrático de votar. Não podemos ficar apáticos deixando isso acontecer. Olhe o passado de cada candidato, antes e depois de eleito. Antes irrisório patrimônio hoje, risonho acúmulo de bens ''milagrosamente'' conseguidos.
OSVALDO CARDOSO RIBEIRO (sociólogo) - Londrina

Classe política
As eleições municipais se aproximam e com ela a responsabilidade do eleitor em escolher aquele que irá representá-lo durante o mandato eletivo. É hora de enfrentar a retrógrada cultura tantas vezes proclamada da lamentável expressão ''rouba mas faz''. O drama vivido pela sociedade é a expressiva e endêmica rotina da corrupção que imbrica como uma epidemia devassaladora na classe política. O referido ilícito é insidioso como uma doença e deve marcar como um anátema seu autor, com revolta da sofrida população em relação a esse mal. Como exemplo prático temos até a ''célebre'' frase do empresário preso recentemente na PEL em Londrina: ''Os políticos estão em liquidação''. Ainda bem que, embora muito restrito, existem homens valorosos denunciando as falcatruas existentes ao Gaeco para as providências legais.
ANTONIO FRANCISCO DA SILVA (advogado) - Ibiporã

Que mínimo!
O governo já anuncia com todo ''orgulho'' que o novo salário mínimo será de R$ 667 em 2013. Grande coisa. No decorrer do ano sobe água (16%), energia (25%), mais telefone, remédios, aluguéis, alimentos, vestuário, tudo muito acima deste reajuste de esmola que o governo repassa para o povo e ainda não tem um pingo de vergonha na cara. Este valor significa nem 1% das propinas e mensalões que tantos políticos roubam todos os anos e ficam impunes e usufruindo das regalias da ''Pizzaria Brasil''. É melhor rir para não chorar, pois pelo jeito a pouca vergonha não vai acabar.
MARIA REGINA M. REYES (encarregada administrativo) - Londrina

Em respeito à verdade
Em resposta ao sr. Ludinei Picelli (Opinião do Leitor, 20/7), informamos que Valmor Stédile não só conhece os caminhos que o trazem a Londrina como, de longa data, participa de eventos políticos e sociais da comunidade. A primeira vez que isto ocorreu, efetivamente, foi em 1983, quando aqui esteve para reabrir a sede da ULES na condição de presidente da UPES. Na condição de advogado, Stédile é um dos subscritores da Ação Direta de Inconstitucionalidade contra o Gaeco, que tramita no Supremo Tribunal Federal. É bom registrar que em todos os eventos em que participa - como numa ampla reunião recentemente realizada na sede da OAB seção de Londrina - deixa claro que o PDT não é contra as investigações, mas questiona a parcialidade como estão sendo conduzidas na cidade, citando inclusive escândalos ocorridos na capital do Estado e que não vêm merecendo o mesmo destaque da mídia nem qualquer ação efetiva do governo do Estado, através de seu braço político-policial chamado Gaeco.

JOSÉ OTÁVIO SANCHO ERENO (secretário de Comunicação da Prefeitura de Londrina)

- As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 700 caracteres (10 linhas) e vir acompanhadas da fotocópia do RG, nome completo, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal.
E-mail: [email protected]

mockup