OPINIÃO DO LEITOR
Deus salve o Gaeco
Desculpa de político é ''ilação'', de religioso é ''livre-arbítrio'' e do PT ''eu não sabia''. Assim, sem fazer exceção à regra o sr. Valmor Stédile em sua carta (Opinião do Leitor, 19/7) acusa o Gaeco por investigar o prefeito Barbosa Neto. Curiosamente, os defensores do prefeito não são de Londrina. Aliás, não tenho conhecimento de que alguém desta cidade o defenda e muito menos seja contra o Gaeco. ''Defensores da Constituição brasileira'' alegam ser ilegal a atuação do Gaeco, mas não ocupam espaço na mídia para escracharem a bandidagem que assola o meio político e que serve de espelho a todo tipo de criminoso que hoje forma um poder paralelo. Não se opõem à incompetência que grassa pelo país afora, pelo contrário, se incluem nos mensalões da corrupção. Pau neles Gaeco, esta instituição é a tênue luz que acusa um horizonte para nós. Não se acovardem como nós, ''o povo varonil'' deste pobre Brasil.
RUBENS ROMAGNOLLI (engenheiro civil) - Londrina
Ataque risível
O sr. Valmor Stédile, membro do PDT paranaense, foi de uma ''felicidade'' rara, comovente, quase levando-me às lágrimas. Tentando nos convencer que o problema londrinense de corrupção resume-se no Gaeco. Não bastasse o ato público na praça (com 300 testemunhas) e a vinda indesejável do sr. Carlos Luppi, mais esta agora? Esqueçam que Londrina já os esqueceu.
MOISÉS DOS SANTOS (entregador de gás) - Londrina
Jogo de cena
Três fatos me chamaram a atenção recentemente. No dia 3/7, sem-terra de vários assentamentos invadiram a sede da Conab, em Rolândia, protestando por atrasos na entrega de cestas básicas. Uma semana depois, a Via Campesina realizou diversas manifestações contra o agronegócio e o uso de defensivos agrícolas. E, por fim, em sua coluna do dia 12/7, o respeitado pesquisador Décio Gazzoni, nos revela que desde que a bactéria Bacillus Thuringiensis foi introduzida na agricultura moderna, o uso de inseticidas vem caindo substancialmente. Conclusão: o MST e seu braço ''multinacional'', a Via Campesina, fazem jogo de cena ao desfilarem pelas ruas suas utópicas bandeiras da agricultura de subsistência quando, na realidade, dependem dos alimentos produzidos pelo agronegócio para sobreviverem. E isso há quase 30 anos. Apesar do que diz o MST, nem o agricultor familiar, nem o pequeno produtor fazem parte de movimentos sem-terra, notoriamente políticos. Nós, os verdadeiros produtores rurais, pequenos, médios ou grandes, compramos nossas terras, desbravamos fronteiras, produzimos, geramos empregos, impostos e divisas e criamos riqueza e abundância para o Brasil. O resto é discurso ideológico ultrapassado.
MARCOS PROCHET (produtor rural) - Londrina
Abusos no trânsito
Que os motoristas de Londrina e região cometem abusos no trânsito isto é incontroverso, gerando por conseguinte uma enxurrada de autuações, configurando na ótica desses maus motoristas a ''indústria da multa''. Agora, se a autoridade tiver vontade de multar à vontade, com toda licitude, é só dirigir-se às vagas destinadas a idosos e portadores de deficiência que será verificado que muitos motoristas não detentores desse direito de estacionamento usam e abusam de sua utilização. É só verificar se o cartão autorizador se encontra no parabrisa. Não estando, multa na certa. Somente assim é que esses maus condutores farão respeitar o direito dos idosos e portadores de deficiência. Com a palavra as autoridades de trânsito que não fazem nada (nada mesmo) para coibir este abuso.
CARLOS HENRIQUE SCHIEFER (advogado) - Londrina
Câmeras em UBS
Sobre a matéria ''Vigilância nas unidades de saúde'' (Folha Cidades, 19/7), Temos que parabenizar a iniciativa, pois trará mais segurança para os funcionários e usuários das unidades de saúde. Estranho, no entanto, que a ênfase maior está concentrada nos problemas relacionados com ''usuários exaltados'' e ''desacato aos servidores''. Se o atendimento nessas unidades fosse melhorado, não minimizaria o problema? Será que as câmares também servirão para observar os descasos com a população, como falta de médicos em determinados horários, marcar todas as consultas para um mesmo horário fazendo com que os pacientes aguardem várias horas, burocracia excessiva e muitas vezes inócua, etc? Boa parte dos problemas poderia ser resolvida com a simples vontade de ''melhor atender''.
ARTURO GARCIA JOAQUIN (administrador de empresas) - Londrina





