OPINIÃO DO LEITOR
Castigo vem a cavalo
É com muito pesar que a torcida do Londrina E.C. se une à dor e ao sofrimento dos torcedores ''coxas-brancas'' pela tristeza com a perda novamente do título da Copa do Brasil. Lamentamos profundamente que a derrota tenha sido provocada diretamente por ''erros'' da arbitragem e por isso estamos chorando junto, pois sabemos quanto isso é injusto e revoltante, já que temos sofrido na própria pele esse castigo, quando o nosso LEC atua pelo Campeonato Paranaense. E neste ano já fomos prejudicados, escandalosamente, por duas vezes. Aliás, nesse particular, gostaríamos de contar com a reciprocidade de sentimento por parte dos torcedores coritibamos, nas ocasiões em que os árbitros do Paraná se ''enganarem'' contra nós, principalmente quando o oponente é uma equipe da Capital, pois nem mesmo o representante da Federação em Londrina tem se solidarizado conosco ou escutado os nossos lamentos. Acreditem, ficamos muito sensibilizados com o vosso ''chororô''.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina
Ricardo Teixeira
Depois de parar de ser torcedor é que dá para ter uma noção de quem ganha são os cartolas e os jogadores. Para o torcedor, só sobra o sofrimento e ainda brigas, mortes, perda de amizades. Viram o tanto de dinheiro que o senhor Ricardo Teixeira e o seu ex-sogro João Havelange pegaram em suborno? Garanto que é só a ponta do iceberg. Sem falar que os jogos, provavelmente, já são feitos antes das disputas em planilhas que definem o vencedor. Por que não querem câmeras para tirar as dúvidas? Porque isto vai tirar um grande trunfo da mão dos dirigentes e mandantes do futebol. Assim times como o Londrina nunca vão poder ganhar de um Coritiba, como naquele fatídico jogo deste último campeonato, partida que ''matou'' o Londrina que vinha sendo o melhor do Paranaense até aquele momento.
MÁRCIO DICESAR BENASSI (escritor) - Sertanópolis
Muralha e polêmica
Li com atenção o artigo ''As verdadeiras muralhas da cidade'', do professor doutor Reginaldo Melhado (Espaço Aberto, 11/7). O mais interessante de seu artigo, fazendo um contraponto com a Opinião da FOLHA logo acima, sob o título ''Queda da Muralha'', que, de carona com a maioria da opinião pública sobre a polêmica lei, encabeçou o movimento até a sua derrubada. O grande mérito da FOLHA é exatamente isso: ter a sua opinião, mas respeitar a opinião do leitor e nos brindar com um artigo em que se destaca as ideias sensatas, sendo uma das poucas vozes a defender a permanência da lei, baseado no conhecimento do que fala, pois entende do riscado. Em uma época em que se fala muito de qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável, o que vemos é o contrário, ou seja, o progresso a qualquer custo. Gostaria que o eminente professor falasse sobre a polêmica Lei de Zoneamento do bairro Batel em Curitiba, onde as construções não poderiam ultrapassar quatro pavimentos. Hoje o bairro da elite curitibana é o mais valorizado da Capital. Bom saber da existência de pessoas com visão de futuro e que almejam deixar um legado de vida melhor para as gerações futuras.
OSVALDO DE ALMEIDA SOUZA (professor) - Porecatu
Combustíveis x Muralha
A Muralha da China continua firme e forte, mas a de Londrina, finalmente, sucumbiu diante da livre e espontânea pressão da sociedade londrinense, com a grande ajuda do Gaeco, é claro. Em contrapartida o cartel dos combustíveis em nossa cidade continua ditando regras. Num determinado período elevam os preços ao seu bel-prazer. Quando a ''burra'' está cheia, baixam os preços para dar uma folga para os bolsos dos ''propriotários'' dos carros a álcool ou gasolina.
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) - Londrina
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