Eleições municipais
  Estamos chegando a mais um pleito eleitoral, onde serão novamente escolhidos prefeitos e vereadores. Os interesses eleitorais afloram com força descomunal, pois há em cada um de nós um político adormecido que por ora teima em despertar. Também há interesses dos deputados estaduais e federais que ficam de olho no eleitorado que, se bem trabalhado, farão parte de sua base eleitoral futura. Política é uma batalha insana, onde o interesse egoísta suplanta qualquer outro melhor, e isso estraga e mancha a democracia eletiva. Tomara que, neste pleito, os eleitores tenham livre-arbítrio e liberdade para escolher o que for melhor para sua cidade, e não se vender com troca de favores, de materiais de construção, de dentadura, de saúde, até dinheiro, etc. Isso sim seria um bom pedido justo de um idealista e sonhador. Não esqueça que o voto é uma arma poderosa em nossas mãos, não distingue rico ou pobre, é único, e pode mudar o destino de um povo e nação. Vamos usá-lo com consciência.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá

Barulho desnecessário
  Ao passar de moto pela Avenida Guilherme de Almeida (Zona Sul) na noite de quinta-feira, por volta das 20h30, fiquei surpreso com a quantidade de ‘‘viaturas’’ da Polícia Militar. Vi uma pessoa detida deitada no chão com as mãos algemadas para trás, e três carros com vários policiais no local, mas acredite, até o final da Guilherme de Almeida com a Avenida Dez de Dezembro, passei por mais duas viaturas indo em alta velocidade ao local fazendo aquele estardalhaço (viaturas do Choque e Cate). Por que tanto barulho (sirenes e giroflex ligados) se o dito cujo já tinha sido imobilizado? Por que tantos policiais? Quando o cidadão de bem precisa de uma viatura, a demora para aparecer uma viatura é uma eternidade, mas quando querem mostrar serviço, aparecem viaturas e policiais aos montes de todos os lados. Para que acelerar tanto o carro (haja combustível), passar por quebra-molas em alta velocidade também é prejuízo na certa. Se se trata de uma urgência, maravilha (sirene e alta velocidade são até aceitáveis), mas só para fazer bonitinho não dá para engolir.
VALDEMIR COSTA (jornalista) -Londrina

Falta leitura
  Dias desses, um cidadão interpelou-me num supermercado e, de pronto, me indagou: ‘‘Quanto que você paga à FOLHA para que as suas cartas sejam publicadas?’’. Tentei explicar-lhe que trata-se de um espaço democrático, inteiramente gratuito a todos os leitores e que ele poderia, também, participar desta seção, manifestando ou não a sua concordância com as opiniões ali expressas. Questionou-me, ainda, se eu não teria alguma ‘‘coisa boa’’ para falar sobre os políticos, referindo-se às críticas, não só minhas, nas cartas publicadas. Novamente, incentivei-lhe para participar deste espaço cedido pela FOLHA. Ele respondeu que tinha ‘‘pouca leitura’’ e que não tinha tempo a perder com coisas dessa natureza. Moral da história: o mal não consiste em ser um analfabeto, mas um ignorante e, infinitamente pior nesse caso, os dois juntos.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

Lula x Maluf
  O encontro político entre Lula e Maluf, tendo por objetivo a formação de aliança em torno da candidatura do ex-ministro da Educação Fernando Haddad para prefeito de São Paulo, vem confirmar a ‘‘teoria’’ de que os ‘‘opostos se atraem’’. A rigor, eles não são ‘‘opostos’’. Afinal, ambos se identificam (politicamente) pela desfaçatez, pelo ‘‘profissionalismo’’ político e pelo engodo.
RUBENS VASCONCELOS CALIXTO (serventuário da Justiça) - Fênix

Correção
* Por problemas técnicos, o patrimônio do candidato do PSD Alexandre Kireeff foi suprimido da matéria ‘‘TRE recebe declarações de bens de candidatos a prefeito’’ (Política, 8/7). O valor correto é R$ 2.697.867,15.

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