OPINIÃO DO LEITOR
No reino da arrogância
Dar o poder a uma pessoa despreparada é perigoso. Não é à toa que a Constituição Federal exige idade mínima para vários cargos de maior relevo, como presidente, vice-presidente e senador (35 anos), 30 anos para governador e vice, e 21 anos para os demais. Mesmo assim, a idade não garante inteligência, prudência, respeito, comportamento ético, espírito público e democrático. Ao contrário, ficam potencializados a arrogância, a prepotência, a vaidade, a mesquinhez e a fraqueza de espírito, entre outros vícios morais. Pior de tudo: ao ser eleito e assumir o poder, o então candidato deveria deixar de ser membro de um partido que disputa o poder e passar a ser governante de todos os cidadãos. Não é o que vem acontecendo no Brasil após o sr. Lula e em Londrina há muitos anos. Nossa cidade está assistindo a um descalabro político-administrativo, loteamento de cargos públicos entre apaniguados, escárnio à legislação, à Justiça, à moral e à democracia. Já está na hora de virar essa mesa. Londrina merece melhores governantes e melhores legisladores. Você concorda?
LUIZ ANTONIO FELIX (professor) - Londrina
Sou eu no espelho?
Corrupção é uma palavra tão conhecida no Brasil e sempre está associada aos políticos que são seniores públicos em corrupção, com sua politicagem deteriorada. Gostaria de compartilhar um ponto de reflexão a fim de saber se estamos ou não contaminados com esse vírus mais letal do que a Aids. Será que somos também corruptos em casa, profissionalmente, com os professores onde estudamos, nas relações comerciais? Será que temos sido éticos o bastante para eliminarmos quaisquer possibilidades da presença da corrupção? Será que ficamos irritados com os políticos corruptos por terem eles conseguido ganhar mais com a corrupção deles do que com a que praticamos? Não quero defender políticos corruptos, pois são indenfensáveis e nem julgar ou condenar a todos, até por que me incluo na reflexão. Espero que tenhamos cuidado de não nos reconhecermos em meio de tanta corrupção, em meio a tantos exemplos, descuidarmos de esquecer de nós e nos tornarmos um deles. A contaminação está cada dia mais se alastrando, daí a importância de nos atentarmos à frase bíblica: ''Aquele que está em pé, cuide-se para que não caia''.
ADEMILSON PEDRO DOS SANTOS (consultor de vendas) - Londrina
Verdade: faca de dois gumes
A Comissão Nacional da Verdade está encarregada de abrir e esclarecer não só os arquivos da ditadura militar, como também os que se enquadram num período anterior e posterior a ela (1946 a 1988). A abundância de provas estabelece-se como um dos fatores que permitem que a junta obtenha êxito em articular os acontecimentos. Devemos lembrar que, desde 1979, a Lei da Anistia permaneceu vigente barrando as investigações, o que confere à atualidade brasileira indícios de uma democracia mais plena. No entanto, deve haver extremo cuidado na abertura dos arquivos, pois familiares dos desaparecidos clamam pelo esclarecimento dos fatos pela Justiça. O trabalho de investigação tem de ser minucioso e rigoroso com a verdade. É preciso que seja garantida a integridade dos inocentes. A realidade e os fatos não poderão, em hipótese alguma, serem distorcidos.
HELOÍSA DÉBORA DE LIMA PRADO (estudante) - Londrina
Papel do vereador
Compete ao vereador expor os problemas da comunidade e buscar providências para solucionar tais problemas junto aos órgãos competentes. No entanto, não é só isso. É ainda função dos vereadores fiscalizar as contas do Executivo, os atos do prefeito, fazer denúncias quando algo estiver ilegal ou imoral à população e aos órgãos competentes. Será que o vereador que presta apoios políticos incondicionais ao partido e a amigos aliados a este em troca de ''benefícios'' pessoais exercerá livremente a função de fiscalizar corretamente e moralmente o mandato do qual é oposição? E é isso que vemos ocorrer em nosso cotidiano. Essa realidade precisa mudar. Vereador deve ser independente, atuante, polêmico e sempre agir com conhecimento e desarmado de ódios ou rancores, sem traçar planos maquiavélicos em prol de promoção pessoal ou de um determinado grupo. É isso que a população deve observar e cobrar de seus representantes. É importante que a população frequente as reuniões dos legislativos municipais para saber como estão se comportando os ''representantes do povo''.
THAYARA BURANELLO SIQUEIRA (estudante de Direito) - Rosário do Ivaí
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