OPINIÃO DO LEITOR
Cenário político
Sabemos que nossos projetos de vida dependem muito do País, Estado e do município no qual vivemos. A situação do governo brasileiro é delicada. Em meio a tanta corrupção o povo parece estar desacreditado de que uma mudança positiva possa vir desse sistema em decadência. Essa realidade é considerada como um dos grandes motivos do afastamento do jovem das causas eleitorais. Pensar em política é agir em favor de nós mesmos, fiscalizando constantemente os trabalhos públicos dos políticos poderemos melhorar a situação de toda a cidade. Temos que aproveitar o pouco poder que resta em nossas mãos, o voto. Faça mais pela sua cidade para que no futuro não tenha mais indignações. Temos que acabar com o espetáculo de tantas barbaridades que acontecem nos diversos cenários da vida nacional.
ANA LARA RIPOL DA SILVA (estudante) - Londrina
Arco Norte
Acerca do artigo ''Arco Norte: planejando o futuro'' (Espaço Aberto, 20/6), acredito que o projeto é necessário ao desenvolvimento da região, porém devem ser analisados também outros lugares possíveis à implantação do sítio aeroportuário, melhores em relação à viabilidade sustentável econômica, ambiental e social, do que a região próxima à Mata dos Godoy e de adensamento populacional, com áreas vazias para crescimento da cidade. Já que deve ser feito, que seja da melhor forma possível, esse deve ser o lema de todas as atitudes humanas. O planejamento deve ser pensado para décadas. Daqui a 50, 100, 150 anos, como estará Londrina? Com certeza, a cidade crescerá muito e o aeroporto de cargas também, para onde? No primeiro ''Plano de Desenvolvimento'' de Londrina, ela foi somente planejada onde hoje é uma parte do Centro. A cidade cresceu desordenadamente em alguns pontos, acarretando problemas ambientais, sociais e econômicos. A proclamação ''Arco Morte'' não é apocalíptica, pois a ciência não é dogmática como a religião, nem depende da sorte, ao contrário, é baseada em objetos concretos.
RONEY FELIPE MORATTO (técnico em meio ambiente) - Londrina
Dinheiro do BNDES
Para qualquer empresa industrial ou comercial obter empréstimo do banco é preciso estar com suas obrigações fiscais em dia, então por que os times de futebol que devem milhões para o INSS conseguem recursos para reformar seus estádios junto ao BNDES?
TOCHITANE MITSI (gerente de restaurante) - Londrina
Segurança alimentar
O país que se preza e quer ser grande não deve de modo algum deixar a fome chegar a seu mais humilde cidadão. Diante dessa simples frase de efeito devastador, como um puxão de orelha, cada um de nós deveria se preocupar com a produção primária de nosso país e, principalmente, valorizar o agricultor que transforma a semente em alimentos. Todos os países do mundo têm em mente essa preocupação. Exploraram todo seu potencial produtivo, utilizando-se até de técnicas antiambientais, como adubação em excesso na busca da maxiprodução, chegando ao ponto de poluir até seu lençol freático, condenando uma geração inteira no quesito água potável. Nós, por outro lado, estamos na fase da exploração de nosso potencial e ficamos discutindo com ONGs o que devemos fazer com nossas áreas agricultáveis. Deveríamos sim preservar aquilo que é possível, dentro do bom-senso, pois a população cresce em ritmo acelerado, exigindo cada vez mais reservas de alimentos que não podem ficar à mercê e refém de ação imediatista e sim de uma política de médio e longo prazos. A produção não é passe de mágica, ela é construída com ações de trabalho e muito suor de nosso valoroso homem do campo. Segurança alimentar se constrói com planejamento e dedicação, não é comprada e nem vendida, por isso, acordem para essa realidade.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá
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