OPINIÃO DO LEITOR
Cachoeiras impuras
De um lado a limpeza ambiental é questionada aos ventos da imprensa, de outro a limpeza política. Enquanto certa Cachoeira traz tamanha sujeira, representantes nacionais e internacionais discutem o futuro do planeta, talvez até das verídicas e puras cachoeiras. Não é de todo mal essa fase, nem de todo bem, o Código Florestal voltou a ser um ''código desflorestado'', teve vetos pela supremacia da presidente Dilma, mas nada muito proveitoso. O questionamento da opinião pública, que nunca esteve em voga, decaiu mais uma vez. Enquanto Cachoeira lava a alma política com escândalos diversificados, o meio ambiente e a Rio+20 tornam-se eventos de discurso público-moralista. Dilma comparece, fala o que segue a regra, mas não se esforça para o debate. Se fizermos uma analogia entre as águas que correm pela imprensa, e a cachoeira que chama a atenção do país, poderemos concluir que as águas do Brasil são puríssimas, pois há algum tempo não se via tamanha sujeira. Enfim, se os rios, os lagos, o mar pudessem escolher, cascatas não seriam classificadas como bens naturais, pois denegririam a classe. Nesse enlace difícil nem podemos incluir votação do Mensalão, nem incluir a tão discutida Belo Monte, pois se acumular tudo em uma só ''resenha'' não há água no mundo que a lave!
JOSIVAM MARTINS (estudante de Administração) - Prado Ferreira
Muralha
É de chatear essas notícias de que estamos gastando mais nas compras de casa do que a população de Maringá e Curitiba, graças a uma lei municipal que proíbe a vinda das grandes lojas de varejo para Londrina. Vejam o que está acontecendo com a Todimo? Por que os órgãos de imprensa não publicam a relação dos vereadores que votaram a favor dessa famigerada Lei da Muralha? Gostaria de saber por que os vereadores até agora não revogaram essa lei?
MILTON SIMÕES (agropecuarista) - Londrina
Rio+20
Com um final melancólico, chega ao fim a Rio+20, contrariando até mesmo o slogam da ONU: ''O futuro que queremos''. Porém, nem mesmo o futuro eles não debateram. Os governantes e burocratas da ONU o tempo todo se omitiram até mesmo sobre o presente. O passado foi desprezado desde a Eco 92: Rio+20 é igual a zero. O grande destaque ficou por conta dos índios que não enfrentaram balas perdidas, mas com suas flechas certeiras fizeram os burocratas e seguranças do BNDES voltarem em desabalada carreira para seus suntuosos escritórios da estatal, que financia grandes projetos nada sustentáveis. Esse foi uma síntese da Rio+20.
JOSÉ PEDRO NAISSER (ecologista) - Curitiba
Defesa dos amigos
Novamente vemos o prefeito Barbosa Neto sair em defesa da esposa de seu grande amigo André Nadai, dizendo que é comum acumular cargos públicos. Se o próprio Ministério Público diz que é errado e fere a Constituição, quem é o prefeito para questionar? Não é de hoje que vemos a senhora Cristiane Hasegawa ser defendida por Barbosa que sempre diz que a servidora é exemplo de trabalho e competência para ocupar qualquer cargo público. É bom não esquecer que pouco tempo atrás ela e o marido tentaram dar um golpe no erário fraudando o imposto de imóveis. Pagar amigos com dinheiro público é fácil, questionar um dos poucos órgãos públicos que trabalha para o bem do povo é difícil aceitar.
LUKAS HENRIQUE DOS SANTOS (estudante) - Londrina





