OPINIÃO DO LEITOR
Declaração infeliz
Fiquei perplexo com a matéria ''Em clima de guerra, Barbosa anuncia candidatura à reeleição'' (Política, 13/6). O prefeito Barbosa Neto foi infeliz e irresponsável ao dar esse grito de guerra no lançamento da sua candidatura que teve a participação do ex-ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que tal qual Barbosa, teve suspeitas de corrupção na sua administração. A irresponsabilidade do prefeito no seu grito de guerra poderá ter consequências imprevisíveis ao longo da campanha eleitoral, visto que, os correligionários, com certeza, injetaram na veia essa ''empolgação irresponsável''. Barbosa vive se contradizendo, como foi no caso da frase dita no lançamento da sua campanha: ''A gente prefere ficar só do que mal acompanhado'', isso estando ao lado do Carlos Luppi!
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina
Frase napoleônica
''Agora é guerra!'' Assustei-me quando li na FOLHA a reportagem que mostrava a frase do prefeito de Londrina, Barbosa Neto, quando do lançamento de sua candidatura à reeleição. O londrinense é trabalhador, ordeiro, educado, sensato e não merece ser tratado como um personagem de programa policial como vem sendo por certos políticos. E se realmente fosse uma guerra, seria no mínimo ridícula porque quase a totalidade dos soldados já foram capturados. Um general sem soldados não ganha guerra nenhuma e nem mesmo Napoleão se atentou para esse detalhe.
SAULO OLIVEIRA (agricultor) - Londrina
Pressão a empresas
Sou londrinense e me orgulho do fato de nossa cidade ter a pujança e a característica progressista, apesar de tantos descaminhos na administração pública. Fiquei chocado ao ler na FOLHA a matéria ''Prefeitura pressiona empresa a doar área'' (Economia, 9/6) sobre essa ''batalha'' entre empresários e a Prefeitura. Em qualquer cidade em que se pretende o desenvolvimento, os empresários, geradores de emprego, são tidos como parceiros indispensáveis na geração de renda. Ao que se percebe na leitura da reportagem, o empresariado londrinense está à mercê do desgoverno e da falta de ética. Essa administração será marcada por atrapalhar o esforço de quem trabalha - de taxistas, bancas de revista, comerciantes do Centro, empresários e indústrias.
EDÉLCIO DUARTE LINS (microempresário) - Londrina
Comissão da Verdade
Com respeito ao comentário do sr. Marcos Prochet (Opinião do Leitor, 10/6), lembro que Delfim Neto era ministro do Planejamento nos governos militares e defendia que o bolo deveria crescer para depois repartir, mas quem cresceu com o bolo com ajuda dos militares nunca repartiu e não vai repartir nunca. Quantos bilhões dos cofres públicos foram para as mãos de poucos e muitos não pagaram a conta até hoje? Em 1988 na aprovação da Constituição foram perdoados dos grandes latifundiários R$ 80 bilhões que foram passados para dívida da União. A imprensa foi calada, as escolas eram vigiadas pelos coronéis, os professores que fizessem alguma crítica ao regime eram dispensados ou presos, torturados. Quantas pequenas propriedades foram compradas pelos latifundiários, 80 ou 100 pequenas propriedades viraram uma só fazenda. Se o país passou a ter democracia, foi graças à luta de muitos que morreram ou foram torturados. Tortura nunca mais. Viva a democracia.
PAULO ROBERTO SANITÁ (agricultor familiar) - Tamboara
País dos impostos
Em 2012 deverão ser arrecados em impostos R$ 1,6 trilhão, 7% a mais do que no ano passado. Com essa grana toda e com essa verdadeira calamidade que se encontra a saúde, a educação e a segurança, com certeza, tem muito corrupto desviando dinheiro público para sacanagens afins.
WALTER LEMOS FILHO (consultor motivacional) - Florianópolis (SC)





