OPINIÃO DO LEITOR
Estimular outros setores
Da mesma forma que o governo federal incentiva a compra de veículos de passeio, reduzindo impostos e expandindo crédito, seria importante também estimular outros setores da economia, onde o investimento das familias fosse até mais útil do que o carro novo. Já que há pouquíssimos investimentos de recursos públicos nas áreas de saúde e educação, o governo poderia utilizar os mesmos incentivos fiscais para os planos de saúde e escolas particulares da educação básica, estimulando o barateamento das respectivas mensalidades. A adesão mais intensa da nova classe média emergente a essas atividades do setor privado, que sabidamente são melhores que os benefícios similares oferecidos pelo Estado, seria altamente positiva para todos, pois desafogaria o SUS, aumentaria a oferta de empregos, com remuneração melhor para os bons professores e, principalmente, proporcionaria um grande salto do nível da qualidade de vida brasileiros. É óbvio que o investimento em saúde e educação é uma obrigação constitucional do Estado, porém, em se tratando de Brasil, onde o dinheiro público é desviado de forma criminosa e escancaradamente, não há esperança de solução do problema a curto prazo. Enquanto isso, ainda morre muita gente por falta de atendimento médico eficiente e está se formando uma geração de analfabetos funcionais, mas com carro zero na garagem.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina
Desesperança
O Brasil é a sexta economia do mundo, mas isso parece não refletir no dia a dia dos brasileiros que morrem nas filas dos hospitais públicos, que penam com a precariedade do ensino escolar gratuito e vivem em pânico com a escalada da violência nas ruas, nos estádios de futebol, no lazer, no trânsito, etc. Os escândalos de corrupção brotam e se espalham por todo território nacional; políticos, lobistas, bicheiros, empresários se corrompem com a maior tranquilidade, certos da impunidade. Depois contratam ótimos advogados e pagam os honorários com dinheiro desviado dos cofres públicos. Conseguem se livrar das acusações, o Judiciário demora anos para deliberar sobre o assunto, não condena e nunca existe devolução do dinheiro roubado. Nesse meio tempo surgem outros escândalos e aí se esquece os passados e nada acontece. Confesso estar muito sem esperança já que não se percebe nenhuma ação para mudar esse cenário. CPIs, que mais parecem um teatro para enganar a população, acabam em pizza. Entendo quase irreversível esse cenário, perderam a vergonha de vez, escancararam, estão zombando dos brasileiros!
GILMAR APARECIDO CERQUEIRA (administrador de empresas - Londrina
Comissão da Verdade
Afinal, qual ''verdade'' querem reescrever? A história nos revela que pior que uma ditadura de direita, só mesmo uma de esquerda. Na China, a marcha Maoísta matou cem milhões de pessoas, enquanto a foice e o martelo russo exterminavam outras 20 milhões. Mais que toda a população do Brasil, na época. Os que agora querem mudar a lei da anistia, são os mesmos que idolatravam Fidel e seu ''paredon'' e que tentaram impor violentamente ao nosso país o retrógrado e fracassado regime marxista. E ainda querem botar banca de mártires e heróis! Será que perguntarão a ''verdade'' à viúva do militar que o bando da presidente Dilma fuzilou? Ou à mãe do soldado que explodiram numa guarita? Ou será que a comissão tentará mudar a lei para um lado só? Do mesmo modo que é justo existir o movimento ''tortura, nunca mais'', no Brasil também deverá valer a frase: ''Cuba, jamais''.
MARCOS PROCHET (agropecuarista) - Londrina
Sustentabilidade?
O fato exposto na reportagem ''Desmatamento cai, mas emissões aumentam'' (Mundo, 6/6), era de certa forma já esperado. Apesar de em recente discurso a presidente Dilma ter afirmado que o Brasil vai crescer nos moldes da sustentabilidade, é explícita a controvérsia. Afinal, de que adianta passar uma imagem de proteção ao meio ambiente enquanto o país representa uma alta porcentagem das emissões de carbono na América Latina? Para um governo de leis extremamente controversas, seria necessário menos falatório e mais ação focada no que realmente é proposto.
ANA CAROLINA MARTINEZ SEKIAMA (estudante) - Londrina
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