Corte de gastos
Se o ministério do Planejamento quer mesmo cortar despesas, principalmente as consideradas ''inúteis'', aí vai um conselho: corte 2/3 das verbas destinadas ao Congresso Nacional e também às assembleias legislativas dos Estados. Para que tanto dinheiro para um pessoal que além de nada fazer, só contribui com suas ações para envergonhar o país no exterior com suas ações e noticiários das páginas policiais? Garanto que a economia seria tanta que daria para pagar com decência o salário de um médico e também dos professores. Por que não seguir o exemplo do Japão? Lá o único profissional que fala com o imperador de pé é o professor. Tamanha a consideração que os japoneses têm para com aqueles que lhes transmitem conhecimento. Pensem nisso.

EDMILSON ASSIS DOS REIS (autônomo) - Londrina




Promessas
Vemos a indignação da população com determinadas promessas de políticos. Já se prometeu até acabar com o crack, conforme recente relato de uma leitora da FOLHA. Ouvi de um provável candidato que, se eleito, vai exigir da Copel a colocação de poste com iluminação também do outro lado da rua onde não existe, e mais ainda, com duas luminárias. Acredito que bastava ao nobre postulante ao cargo eletivo preocupar-se, apenas, para que a companhia elétrica desse maior atenção aos serviços de manutenção e substituição de lâmpadas que não funcionam e não já vir ''despejando um caminhão'' de tolice nos nossos ouvidos, como se fôssemos otários e crédulos em tudo que dizem.

LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé



Vergonha Nacional
Com relação à matéria ''Escreveu, não leu...'' (Folha2, 27/5), pode-se constatar quão indignantes são os dados apresentados referentes à falta de interesse da população brasileira quanto à leitura. A falta de prioridade desta, que deveria ser uma de nossas principais atividades do dia a dia, demonstra a acomodação da sociedade em permanecer, muitas vezes, consumindo informações descartáveis, situação que nos condiciona a tornar-nos indivíduos cada vez mais levianos e submissos ao sistema, já que não há pensamento crítico e reflexivo. Pude observar que essa tese é reforçada pela preferência do grupo entrevistado, apontado na matéria, por citar alguns livros de caráter irrelevante quanto ao enriquecimento da cultura em geral, não que eles não sejam válidos enquanto leitura. Ainda mais preocupante são os dados que indicam que 75% das pessoas entrevistadas nunca entraram em uma biblioteca e que muitas escolas do Brasil não têm bibliotecas e tão cedo não vão ter, visto que a prioridade agora são os bilhões que serão investidos na Copa de 2014. Os dados da reportagem são estarrecedores. Não foi a presidente Dilma que disse que pretende acabar com a fome e miséria do país? Pois fica aqui uma sugestão: um dos caminhos para esse problema do país talvez esteja contido na frase de Monteiro Lobato: ''Um país se faz com homens e livros''.

ANNA CAROLINA BETIO DE ARAUJO (estudante) - Londrina



Mensalão
Após confirmação do ministro do STF Gilmar Mendes de que sofreu pressão do ex-presidente Lula para protelar o julgamento do mensalão, em troca de favorecimento no caso Cachoeira, fica comprovado que o poder da corrupção e da impunidade não tem limites neste país. De que adiantam medidas como a recente decisão de mostrar os salários dos servidores públicos federais, se as coisas podres, onde os gastos públicos são muito maiores, não são mostradas, já que passam por debaixo dos panos e por acordos à surdina do tipo toma lá dá cá.

HABIB SAGUIAH NETO (aposentado) - Marataízes (ES)



Naufrágos
Estamos diante de uma futura fatalidade. Existem alguns londrinenses prestes a naufragar. O pior é que é num mar de lama! Estão no mesmo barco fragilizado e, em breve, sem nenhum apoio. Certamente perecerão. Não seria o momento de abandonar a navegação (fraudulenta) e salvar suas peles? Pensem nisso, afinal, quem é mais importante, os ''caciques'' ou suas famílias?

MOISÉS DOS SANTOS (entregador de gás) - Londrina




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