Mutirão para julgar políticos
Foi realizado em Londrina um mutirão do júri onde foram julgados casos de pessoas que cometeram crimes contra a vida. Alguns aguardavam julgamento há mais de dez anos. Com isso, foi resolvido o problema de muitas pessoas que estavam ansiosas aguardando a sentença do processo. Alguns foram condenados e outros absolvidos. Foram julgadas pessoas que tiraram a vida de um indivíduo. E os políticos que desviaram milhões do dinheiro público, principalmente da área da saúde, indiretamente não mataram centenas de pessoas? Pois se os recursos desviados tivessem sido aplicados de forma adequada, muitas vidas teriam sido salvas, não teríamos problemas com falta de UTIs, leitos, medicamentos, etc. Deveria ser feito um mutirão para julgar esses políticos.
TOCHITANE MITSI (gerente de restaurante) - Londrina

Londrina só perde
Quando as pessoas se dispõem a falar e escrever sobre a administração de nossa cidade, logo vem a pecha de que é adversário ou inimigo do prefeito Barbosa Neto. Porém, a coluna do Oswaldo Militão informou que Londrina vem perdendo em arrecadação R$ 100 milhões por ano de ICMS desde 1980 (Cidades, 19/5). E o que faz a Codel, órgão criado para ser o elo entre o município e os empresários, para atrair novas indústrias e com isso melhorar as condições de vida para os seus moradores e trazer mais impostos para a cidade? O que se vê é um órgão sem iniciativa e simplesmente usado para abrigar correligionários com altos salários ou como prêmio consolação para alguns colaboradores. Tenho esperança ainda que vamos reverter essa situação e a Codel voltará a buscar novos caminhos para o desenvolvimento de Londrina.
MILTON SIMÕES (agropecuarista) - Londrina

Bolso: antídoto eficaz
O Sindicato do Bancários paralisou o atendimento de várias agências do Banco Itaú em nossa cidade. Esse movimento, embora deflagrado por causa justa, torna-se antipático aos olhos de correntistas que precisam fazer uso dessas agências. Seria muito mais seguro e eficaz se o sindicato, usando toda a sua força política, pedisse aos nossos parlamentares que aprovem uma lei de punição imediata, ou seja, o cliente ao chegar ao caixa e sua senha acusar que ficou além do tempo regulamentar de 15 minutos no aguardo de atendimento, o caixa lhe faria o pagamento de uma multa de R$ 150, sem mais delongas. Tenho certeza, que todos os bancos dobrariam o número de atendentes. A parte mais sensível dos bancos ainda é o bolso.
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (bacharel em Teologia) - Londrina

Plantio direto
O pioneirismo, a persisitência e dedicação de um cidadão de origem alemã, radicado em Rolândia - sr. Herbert Bartz - foi destaque nacional no programa Globo Rural (20/5) que abordou a extraordinária evolução da agricultura brasileira nos últimos 40 anos. Bartz foi buscar solução para a erosão, grave problema que ameaçava a agricultura brasileira. Algo tinha que ser feito, pois a erosão resultante da força das águas que já ultrapassava a resistência das curvas de nível e, à semelhança do que aconteceu nos morros cariocas, arrastava tudo ladeira abaixo até encontrar o leito dos rios. Foi então que o sr. Bartz, mesmo desacreditado, iniciou o plantio direto. Não imaginavam aqueles que o chamaram de ''cabeça dura'' que ele estava mudando a história da agricultura, transformando o nosso País de simples importador para um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo. Parabéns ao sr. Bartz que, longe de participar de ''leilões de políticos'', de associar-se a cachoeiras, sanguessugas ou mensaleiros, foi à luta, salvou e incentivou uma verdadeira revolução na agricultura brasileira. Merece, muito mais que alguns recentemente agraciados, o título de ''Doutor Honoris Causa'', além da gratidão e o reconhecimento de todos os brasileiros.
EDSON KENJI TAKAKI (médico) - Londrina

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