OPINIÃO DO LEITOR
Amnésia política
Há décadas estamos vivenciando um verdadeiro descaso na política nacional, estadual e municipal. Quando falo municipal, tomo como exemplo Londrina e o total desrespeito com a população durante os últimos quatro anos. Infelizmente, os eleitores têm mostrado que possuem memória curta. Esquecendo-se das corrupções por um simples recapeamento de asfalto poucos meses antes da eleição. Nossa cidade precisa de muito mais. Nós, eleitores, precisamos estar atentos para mostrar pelo voto que isso não é suficiente.
LUANA FERRARI DIAS (estudante) - Londrina
Comício na praça
A campanha eleitoral de 2012 já começou e eu nem sabia! Anteontem, na Praça Rocha Pombo, o senador Cristóvam Buarque, do PDT, em vídeo, incitou os que ali estavam dizendo: ''Temos que eleger Barbosa Neto para mais 4 anos de governo em Londrina!''. Se isso não é um comício, o que é? Com a palavra o TRE.
NINA CARDOSO (psicóloga) - Londrina
Falência dos municípios
A cada campanha para prefeito e vereadores está se gastando mais, e isso faz com que os candidatos sejam forçados a se aliar a grupos que financiam suas campanhas. E é sabido que os investidores não aplicam o seu dinheiro em candidatos que não tenham características de devolver sempre acrescido de um bom lucro para os seus investimentos, fazendo assim que candidatos honestos se afastem por não terem este perfil. Os grupos que investem sufocam assim o sistema político do bem-estar a todos, ou seja, de um governo que trabalhe para o povo. Porém, sustentam um governo que trabalhe para eles. Esses grupos são empresas bem estruturadas que aproveitam a fragilidade do sistema criado pelos próprios políticos, principalmente dos populistas que têm coragem de prometer e de não cumprir. Isso está levando os municípios à falência, pois se compromete boa parte do orçamento em devolução aos grupos gananciosos que os sustentam na campanha. Temos que mudar esse sistema.
SEBASTIÃO CALMEZINI (comerciante) - Londrina
Recordação
Parabéns aos jornalistas Celia Musilli (''Quase uma oração'', Folha2, 20/5) e Victor Lopes (''As mãos de meu pai'', Folha Rural, 19/5) pela forma clara e emotiva de escrever, contar e nos fazer recordar. Lembrei do meu pai homem da roça que veio para Londrina com a vontade de ver os filhos na escola, foi da roça para máquina de beneficiar café que o deixava coberto de pó. Depois foi por longos anos carroceiro e as suas mãos eram como as descritas por Victor. Vô da carroça, como era chamado pelos netos que hoje são adultos formados pela UEL em várias profissões e que ainda sentem saudades da voltinha na carroça. Hoje está difícil achar ''vó de coquinho'' e ''vô de carroça'', tudo ficou mais fácil e as famílias mais distantes. Eta, vida moderna!
MARIA JULIA DUTRA DE BARROS (voluntária) - Londrina
Judiciário
Muito se fala sem saber, sobretudo dos valores de aposentadoria dos magistrados. A realidade mostra que ganham muito, mais muito menos do que alardeiam os críticos que desconhecem o assunto.
WALTER LEMOS FILHO (consultor motivacional) - Florianópolis (SC)
Correção
- Diferentemente do informado na matéria ''Empresa negocia para autorizar parcelamento'' (Geral, 18/5), a taxa de inadimplência do seguro DPVAT é de 31%.
- Ao contrário do publicado na matéria ''Evento do PDT em apoio a Barbosa ganha tom eleitoral'' (Política, 22/5), a manifestação foi realizada na Praça Rocha Pombo.





