Decepção e alento
Na esfera federal o escandaloso esvaziamento da CPI do Cachoeira é um prenúncio que o grande balcão de negócios da política nacional e o ''rabo preso'' dos políticos envolvidos provocaram um vergonhoso acordo entre os partidos interessados e já levaram a pizza ao forno. Seria muita pretensão das pessoas honestas deste país esperar que, corruptores que gastam milhões com advogados muito influentes nos bastidores dos Poderes da República e corruptos favorecidos pelo dinheiro das empreiteiras, saqueados dos cofres públicos através do superfaturamento de obras, aceitassem ''cortar a própria carne''. Perde a democracia e perde o povo brasileiro uma grande oportunidade para tirar um pouco da sujeira que se esconde sob os tapetes palacianos. E assim roda mais um capítulo negativo da interminável novela da imoralidade pública da nação. Mas no âmbito municipal um alento: um jovem de 17 anos, representando um grupo de estudantes foi à tribuna da Câmara protestar, relatar as denúncias contra o Executivo e pedir o afastamento do prefeito Barbosa Neto. Um belo exemplo de cidadania, de politização e a esperança de que a juventude desperte para os sérios problemas do Brasil. É, sem dúvida, um fato positivo nesse momento gravíssimo de instabilidade política e administrativa que a cidade vive. Parabéns, Luan Henrique de Freitas.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina

CPIs
Todas as CPIs criadas pelos ''nossos representantes'' não deveriam ser chamadas de Comissão Parlamentar de Inquérito, e sim cooperação parlamentar de interesses. Elas nunca chegam a lugar nenhum e ainda blindam quem não querem expor, pois sabem que pode respingar na maioria deles. Isso acontece em todas as esferas (municipal, estadual e federal). Infelizmente, temos exemplos deploráveis em todo território nacional, e o pior é que os culpados nunca pagam pelos seus erros. Após 2002, aprenderam mais uma desculpa com o maior deles já foi até presidente: ''eu não sei de nada, não vi nada''. Vamos investigar desde que não sejam peleguistas. Temos que fazer uma varredura em todos os políticos do Brasil, começando já nessas eleições, não reelegendo nenhum deles. Talvez, consigamos mudar alguma coisa.
ANTONIO DOS SANTOS JOTA (corretor de imóveis) - Londrina

Nada mudou
Comenta-se que em Brasília os grandes medalhões da nossa política, entre eles, Sarney, Renan Calheiros, Collor, Jader Barbalho, todos eles de ilibada conduta na vida pública, já estariam tramando a candidatura de Lula à próxima eleição para presidente, pois não estão se sentindo ''à vontade'' com a maneira de governar da presidente Dilma Rousseff. Só faltam vir a público e dizer que preferem o fantoche, que nunca sabe de nada, que quando fica sabendo nada faz e que todos são inocentes mesmo que julgados culpados. É a mesma prática política da Antiga Roma nos dias de hoje.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servior público) - Cambé

Responsabilidade política
Em ano de eleições, principalmente, deve-se ficar atento aos candidatos colocados ao povo, muitas vezes falando o que todos querem ouvir, mas sem nenhum comprometimento com a verdade. A política é um fator decisivo para a mudança, e enquanto os jovens acharem que isso é coisa dos mais velhos, e os mais velhos jogarem a responsabilidade nos jovens da geração, essa mudança não acontecerá. É preciso uma mobilização geral para que deputados sem o menor grau de escolaridade não continuem dando ''espetáculos'' de vergonha nacional em cadeiras que poderiam estar sendo ocupadas por alguém que realmente tem algo a acrescentar para o país.
ANA CAROLINA MARTINEZ SEKIAMA (estudante) - Londrina

Rancor
Tudo no Brasil é feito pela metade porque essa Comissão da Verdade já nasceu mentirosa, com um lado só. Afinal, que guerra foi essa que só teve um lado torturado? Acorda Brasil, e olha para frente. Deixe os mortos enterrarem seus mortos, porque na frente é que estão os problemas que precisam ser resolvidos. Quem vai enxugar as lágrimas da mãe do soldado desconhecido? Hipócritas. Apontam para o cisco nos olhos dos outros e não enxergam a trava em seus olhos. Brasil, um país sem miséria é um país sem ódio no coração.
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul

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