Ainda há esperança
  Nos próximos meses poderemos ter a oportunidade de começar a virar o jogo contra a corrupção. No plano federal o julgamento do mensalão e a CPI do Cachoeira poderão se constituir num marco histórico nesse sentido. Basta que os supremos ministros da mais alta corte do nosso Judiciário não cedam à pressão, já em andamento, dos protagonistas desse nefasto escândalo do governo lulista e que os poucos homens probos que ainda resistem na classe política consigam fazer o Congresso Nacional apurar, sem interferência das cores partidárias, toda essa bandalheira proporcionada por um bandido que, mancomunado com senadores, governadores e deputados, chafurdou ainda mais a moralidade pública brasileira. No nível local, a nossa Câmara terá a oportunidade de se redimir um pouco de uma legislatura manchada por vergonhosas denúncias de corrupção, executando um trabalho sério, transparente, ético e imparcial no caso da CP da Centronic. Londrina e o Brasil precisam da verdade e, se for o caso, que cassem o mandato e punam todos os envolvidos. Que sejam destituídas quantas autoridades forem necessárias, mas que nossas instituições sejam depuradas e preservadas. É assim que se fortalece a democracia, é assim que se talha os valores morais e se edifica uma nação de primeiro mundo. Tenho esperança que a justiça será feita em todos os sentidos e que isso possa ser o exemplo a ser seguido. Do contrário, a decepção será um retrocesso de difícil reparação.
LUDINEI PICELLI (adminstrador de empresas) - Londrina

Partido político, existe para quê?
  O que vemos e ouvimos, diariamente, de nossos políticos são aquelas promessas decoradas de 50 anos atrás que nunca se concretizam, ou seja: ‘‘Nosso partido vai lutar por melhorias na educação, segurança, saúde, etc.’’. Só se esquecem de esclarecer que estão se referindo à saúde, à educação, à segurança sua e dos seus familiares e de seus apadrinhados. A luta pelo poder já começa dentro do próprio partido que, na sua maioria, se encontra mais rachado que parede de casas populares. Lutam com unhas e dentes para acobertarem seus parceiros fichas sujas. Coligações das mais absurdas e esdrúxulas, sem a menor liga. Solução: reforma política, já!
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) - Londrina

Respeito ao eleitor
  Fiquei surpresa com a proposta do vereador Tito Valle a respeito da obrigatoriedade dos vereadores e outros agentes públicos colocarem seus filhos em escolas públicas para melhorar a qualidade do ensino público. Desculpe-me o nobre vereador, mas a cidade está precisando urgente de projetos que realmente tragam desenvolvimento e crescimento para seus cidadãos. Debruçar-se em projetos que ferem até a Constituição Federal, no que trata a liberdade, é no mínimo preocupante. O que tem de se pensar urgentemente é na capacidade dos postulantes a cargos públicos, se estão preparados para assumirem a responsabilidade de contribuir com a cidade, com ética, respeito ao eleitor sem perder de forma alguma o foco da proposta quando candidato.
NIDIA FARINA LAMY (economista) - Londrina

Propaganda do partido
  Infelizmente, grande parte do tempo das sessões da Câmara está sendo utilizada para as questões de corrupção e falta de transparência no Executivo. Projetos importantes estão sendo relegados a segundo plano. Nas últimas reuniões do Legislativo o foco foi praticamente todo em cima de denúncias de corrupção no Executivo. Mesmo assim, e nesse momento inoportuno, o prefeito quer dar o nome de um dos principais líderes do seu partido para o restaurante popular que será inaugurado próximo das eleições, projeto esse que foi debatido por quase duas horas pelos vereadores. E mais, ultimamente o prefeito tem usado as cores do seu partido em obras municipais, não perdoando, nem mesmo as capelas mortuárias. O restaurante popular será o próximo a ter as cores do partido do prefeito, a não ser que a sociedade organizada se posicione, não aceitando essa ousadia política.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina

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